Hospital de Olhos realiza milhares de cirurgias gratuitas em Macaé

No próximo dia 16, mais 50 cirurgias gratuitas serão realizadas no HOM...

O funcionamento do Hospital de Olhos de Macaé (HOM), é uma realidade em Macaé. Desde dezembro de 2023, quando ampliou a assistência oftalmológica na cidade, já realizou mais de 4.200 cirurgias gratuitas. Nestes primeiros meses do ano, o HOM registrou cerca de 1200 procedimentos cirúrgicos de Catarata, Pterígio, Vitrectomia (retina) e Calázio, e no próximo dia 16, mais 50 cirurgias serão realizadas. O benefício atinge a população de todas as idades, moradora da cidade.

O acesso gratuito a exames clínicos de imagem, pré-operatórios e cirurgias no HOM localizado na Avenida Guadalajara, 766, na Praia Campista, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, tem um caminho a percorrer. Segundo o diretor administrativo da Unidade, Aldo Lopes, o começo é na ESF - Estratégia Saúde da Família, com equipes que funcionam como a "porta de entrada" do SUS, nos postos de saúde dos bairros.

- Todos os atendimentos feitos no HOM são eletivos, não há serviços emergenciais. Os pacientes são encaminhados do posto de saúde dos bairros (ESF). Funciona assim: As pessoas fazem consulta com os clínicos gerais e eles são quem fazem o encaminhamento oftalmológico. O próprio posto de saúde dá entrada no sistema e na fila de espera. Depois a Regulação entra em contato com o paciente, através do whatsapp, marcando a primeira consulta aqui. A partir do primeiro momento que o paciente faz a consulta no HOM nós assumimos o caminho até a cirurgia -, explicou.

Equipe especializada – Para funcionar a contento, o Hospital de Olhos conta com uma equipe especializada de médicos, tais como: Thiago Gadelha, cirurgião especialista em retina e presidente da empresa; Daniel Puertas, diretor clínico e cirurgião de catarata com especialidade em retina; João Paulo Pascotto, clínico geral da oftalmologia e Pedro Monerat, cirurgião oftalmologista, além de enfermeiros, administrativos e jovem aprendiz. “Somos Instituto de Olhos dos Lagos e prestamos serviço à Prefeitura de Macaé, recebendo ainda, repasses do SUS para a realização dos procedimentos. Então, nossos gerentes e subgerentes ficam a Unidade de Araruama/RJ, com ingerência aqui em Macaé”, disse Lopes.

Mapa cirúrgico – De acordo com Aldo Lopes, há um mapa cirúrgico de prioridades para o atendimento. “A gente faz o mapa cirúrgico colocando na fila de prioridade as mulheres e depois os homens. Outro critério é a idade, geralmente, as pessoas acima de 80 anos primeiro e também pessoas com comorbidades como o diabetes, por exemplo. É que para a cirurgia de catarata, o jejum é longo. Os diabéticos ficam muito tempo sem se alimentar e podem começar a passar mal, então, se prioriza o atendimento. Mas, antes das cirurgias é feita uma triagem em todos os pacientes, isto é, aferição dos parâmetros de glicose e pressão para avaliarmos e qualquer alteração detectada a enfermagem informa ao anestesista que avalia se a pessoa poderá ou não fazer a cirurgia naquele momento”, esclarece.

Vale ressaltar que somente os moradores de Macaé com residência fixa têm direito à gratuidade das cirurgias oftalmológicas no Hospital de Olhos. “O sistema não permite que possamos agendar consultas com pacientes que não possuam cartão do SUS cadastrado em Macaé”.

Valores e custos - As cirurgias de pterígio nas clínicas privadas costumam variar de R$ 5.000, enquanto a vitrectomia, mais complexa, tem valores até R$ 20.000. Já a cirurgia de catarata em clínicas privadas no Brasil custa, em média, entre R$3.000 a 15.000 por olho. O valor final é influenciado pelo tipo de lente intraocular (monofocal ou premium/multifocal), uso de tecnologia a laser, honorários médicos e localização da

clínica. O SUS (Sistema Único de Saúde) repassa os valores para a realização de cirurgias de catarata, que são financiados de forma tripartite (União, Estados e Municípios) e geridos pelas prefeituras. Os tipos de lentes usadas na cirurgia de Catarata são as Monofocais, que são mais comuns, focam para longe, mas geralmente exigem óculos para perto.

Conhecendo as cirurgias oftalmológicas

A Catarata é a opacificação (perda de transparência) do cristalino, a lente natural do olho, resultando em visão embaçada, cores desbotadas e sensibilidade à luz. É uma condição indolor, frequentemente ligada ao envelhecimento, que evolui lentamente e pode levar à cegueira reversível se não tratada. O único tratamento eficaz é a cirurgia. 

O Pterígio ocular, popularmente conhecido como "carne no olho" é um crescimento benigno de tecido fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea, a parte transparente do olho. Geralmente tem formato triangular, surge no canto interno (perto do nariz) e é causado principalmente pela exposição crônica à radiação UV, poeira e vento. 

A vitrectomia é uma cirurgia oftalmológica delicada que remove o humor vítreo (gel interno do olho) para tratar doenças graves da retina. Indicada para descolamento de retina, hemorragias e buraco macular, a técnica visa restaurar ou preservar a visão, substituindo o gel por soluções salinas, gás ou óleo de silicone.

Calázio é uma inflamação crônica, geralmente indolor, de uma glândula sebácea na pálpebra (glândula de Meibomius), causando um pequeno nódulo. Diferente do Terçol, que é uma infecção aguda e dolorosa (geralmente bacteriana) na borda da pálpebra, o calázio é um granuloma, muitas vezes endurecido e sem dor após a fase inicial.

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Entrevista/Redação/Edição

Lourdes Acosta

Jornalista Profissional / DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 12/04/2026.

Macaé sedia 2ª reunião preparatória à Conferência da Criança e Adolescente

O evento discutiu propostas de atendimento à criança e ao adolescente onde os atores do processo buscam políticas públicas infanto juvenil...

Com o objetivo de consolidar diretrizes municipais para a garantia de direitos em nível regional, estadual e federal, além de monitorar a Política Nacional e preparar para a Conferências Municipal, Regional e Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, cinco municípios do Norte Fluminense estiveram reunidos nesta sexta-feira (10), na sede da 15ª Subseção da OAB/RJ, na Avenida Elias Agostinho, em Macaé.

O evento contou com a participação de representantes de Macaé e mais quatro dos nove municípios do norte fluminense: Campos, Quissamã, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Estiveram presentes o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro (CEDCA/RJ), as Secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro e do Município de Macaé, Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (ACETERJ), Câmara de Vereadores, Conselheiros Tutelares de Macaé e o anfitrião do encontro, o CMDDCA - Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Macaé.

- A segunda reunião preparatória para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente é uma oportunidade de reunir os municípios para que a secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e o Conselho Estadual de Defesa da Criança e Adolescente expliquem aos autores locais como será desenvolvido todo processo conferencial. A nossa ideia é fazer de forma regionalizada para que os municípios que não tenham oportunidade de fazer suas conferencias possam estar integrados conosco em todo esse processo que é uma construção. Então, primeiro nós fazemos uma reunião remota para explicar nosso objetivo e depois fazemos essa reunião preparatória presencial para dialogar com os atores locais – destacou Cláudia Otília, presidente do CEDCA/RJ.

De acordo com Leandro da Silva, presidente do CMDDCA/Macaé, discutir propostas de atendimento à criança e ao adolescente são importantes na medida em que podem se transformar em políticas públicas positivas.

- É sempre uma honra o CMDDCA de Macaé, receber a comitiva do conselho estadual, neste momento de suma importância onde estamos construindo junto aos conselhos municipais de nossa região, a Conferência Regional de Direito da Criança e Adolescente que é uma etapa obrigatória e antecedente à conferencia estadual e que irá acontecer no Rio de Janeiro e posteriormente à conferência nacional que ocorre em Brasília. São momentos onde são estudados nos eixos pertinentes, a política pública de atendimento à criança e adolescente dentro dos seus territórios, com o objetivo de subir até Brasília e se transformarem em deliberações e resoluções do Conselho Nacional de Direito da Criança e Adolescente para sair decretos nacionais, federais editados pelo presidente da república que irão impactar a vida de todas as crianças e adolescentes de nosso país - garantiu.

Durante as discussões, a vereadora Leandra Lopes apresentou uma indicação, propondo a realização de seminários regionais que visem fortalecer a política de atendimento dentro do território, na região norte fluminense como preparativo para a Conferencia Municipal e Regional.

- Sugeri que antes de se falar em conferência regional que começássemos por seminários e fóruns na cidade discutindo as temáticas concernentes à criança e ao adolescente. É sobre o ambiente digital. Que se comece a discutir hoje, no ambiente escolar, nos próprios conselhos tutelares, capacitando servidores, orientadores e educadores do município de Macaé, seja na rede pública ou privada, para que a gente comece realmente a fazer com que a cidade inteira entenda a importância de se cuidar do ambiente digital -, disse, acrescentando ainda, que essa foi uma das propostas à conferência regional para começar alguns eixos de mobilização. “Precisamos reunir com o Ministério Público e com todos os entes que possam participar e alinhar melhor essas ações. Cuidar da criança e do adolescente hoje é garantir o futuro da cidade, é minha missão”.

Outro detalhe levantado durante o evento foi a questão da autonomia dos conselhos de direito no uso do recurso do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), uma conta bancária pública, que deve financiar projetos de proteção e garantia de direitos para menores de 18 anos. Seus recursos advêm de doações (imposto de renda), multas, e repasses públicos, sendo aplicados exclusivamente em ações de promoção, defesa e atendimento a crianças e adolescentes. “A proposta é dar autonomia aos conselhos de direito para a utilização, ou seja, o CMDDCA precisa de um mecanismo para utilizar o recurso atendendo a necessidade de quem precisa. Isso deve ser discutido nas conferências. Essa é a proposta”, assegurou Leandra Lopes.

Para Vivianni Acosta Calil, conselheira de Direito do CMDDCA, representante da instituição governamental (secretaria Municipal de Educação), este foi mais um momento importante de articulação, troca e construção coletiva em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. “Nosso objetivo é consolidar diretrizes apontadas por cada município para a garantia dos direitos da criança e do adolescente em âmbito regional, estadual e federal. Nesta segunda reunião preparatória, Macaé se coloca como anfitriã, oferecendo oportunidade para que os municípios possam se fortalecer politicamente no enfrentamento e na garantia a partir da integração das suas ações”, sintetizou.

No planejamento da Conferencia Regional (Segunda reunião preparatória), o presidente do CMDDCA de Macaé, sugeriu para que seja feito um seminário na Câmara Municipal para em seguida montar o cronograma da Conferencia Municipal. “Na Conferencia Municipal teremos uma novidade que será trazer crianças e adolescente para esse espaço como protagonistas que são, haja vista, que sobre o direito da criança e adolescente quem precisa falar é o próprio sujeito de direito”, finalizou.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911/MA.

Macaé, 10/04/2026.

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