Agora, falando sério....

Que meus passos me levem à somar e construir uma nova história da Academia Macaense de Letras, até que a morte nos separe!!!


Assumir uma cadeira da Academia Macaense de Letras tem um significado muito importante em minha existência ...

Penso que vem coroar uma vida inteira de dedicação à escrita, para informar e formar meus semelhantes, seja nas milhares de matérias jornalísticas produzidas nos quase 40 anos de profissão, em jornais e revistas, rádio e TV, ou nas assessorias de imprensa oficiais e oficiosas; seja nas leituras dos incontáveis livros e nas pesquisas científicas ou ainda, na edição e redação dos três livros de minha autoria: “Aos trancos e barrancos foi o nosso amor”; Árvore genealógica dos Duartes e Pintos do Maranhão” e “A saga do vovô Alziro”, frutos de inspiração, reportagem e pesquisa...

Em minhas recordações vejo que não cheguei aqui sozinha... Lembro do incentivo dos meus pais e suas lutas para que eu estudasse e fui para a escola pública a vida inteira, passei pelo Liceu maranhense e Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão... Lembro do meu avô paterno Alziro Coelho, que contando histórias e estórias na minha infância me fez abrir os olhos para o lúdico, aguçando minha imaginação com seus contos e me fazendo desper­tar o gosto para a leitura e a escrita...Mas, também preciso dizer que saindo da Atenas Brasileira e aportando em Macaé, no ano 2000, abracei esta cidade com todas as forças e reiniciei a luta pelos menos favorecidos nas entrelinhas de meus escritos, tudo isso com o apoio do meu eterno amor que hoje está no céu e o incentivo dos meus filhos na produção literária...

Tornar-se acadêmica de letras é entrar na história e na cultura de uma cidade, é tornar-se “imortal”, é ocupar uma cadeira de forma vitalícia (até o fim da vida) e, teoricamente, seu legado literário ou cultural é eterno e vence o tempo... O dia 27 de maio de 2026, data do empossamento dos 40 membros nas cadeiras dos patronos ficará marcada em minha história pelos restos dos meus dias...

Minha escolha da cadeira 37, que antes era ocupada por Velho da Silva e posteriormente, por seu sucessor Áttila Maltez, me responsabiliza em manter suas memórias vivas...

Eleger Amaro Velho da Silva como patrono é celebrar a figura do "Homem de Estado" que compreendeu a importância da ordem e do saber para o progresso de Macaé, na Região Norte Fluminense. Sua memória inspira a Academia Macaense de Letras (AML) a cultivar o rigor intelectual e a valorização da história e da identidade regional, mantendo viva a chama da tradição literária e cívica. O Visconde de Macaé é citado na literatura de jornais da época e em autores renomados como o mestre Antonio Alvarez Parada, que aponta Velho da Silva em 'Histórias da Velha Macaé', como um representante da Coroa e articulador do progresso que moldou o rosto de nossa região no século XIX.

Velho da Silva foi um dos maiores entusiastas e financiadores iniciais do projeto do Canal Campos Macaé, organizou e estruturou o Porto de São João de Macaé e fez a transição para o Porto de Imbetiba, consolidando Macaé como a ‘saída para o mar’ do açúcar cultivado na região... Velho da Silva não esperava pelas obras públicas e investia em trapiches e armazéns portuários, entre outras ações... 

Por sua vez, Áttila Maltez foi o mantenedor do fio condutor da história de Macaé, utilizando a precisão da escrita jurídica para salvar do esquecimento os registros de uma elite que moldou o Estado do Rio de Janeiro. A produção de Áttila Jr. é um elo de transição. Enquanto Amaro Velho da Silva usava o poder político e comercial, Áttila utilizava a erudição jurídica e a escrita para manter o prestígio e a organização da sociedade em que vivia, consolidando o advogado como o novo intelectual da República do Café que Macaé representava.

... É muita responsabilidade que pesa no alto dos meus 7.3 aninhos! Que Deus conduza a minha trajetória e que meus passos me levem à somar e construir uma nova história da Academia Macaense de Letras, até que a morte nos separe!!!

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Macaé, 29/05/2026.

Crônica de Lourdes Acosta

Jornalista/escritora. 

Posse de acadêmicos marca novo tempo literário em Macaé

A cerimônia de posse na Academia Macaense de Letras marca um novo momento literário

Os 40 acadêmicos de letras deverão preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais...

A posse das 40 cadeiras da Academia Macaense de Letras (AML) nesta quarta-feira (27), registra um novo tempo da cultura local. O evento, ocorrido no Solar dos Mellos, representa um marco na valorização da literatura, das artes e da produção cultural, consagrando Macaé como uma Cidade Literária. O encontro, que reuniu a nata de escritores, autores, contistas e afins, também assinalou a nova fase da trajetória da AML, que após ser reativada em 2025, nomeou sua nova diretoria.

A instituição foi fundada em 1963 por Antonio Alvarez Parada (O Tonito - autor do hino de Macaé) ao lado de importantes nomes da cena intelectual e cultural macaense da época, considerados patronos fundadores. Após 62 anos, no centenário de Tonito, foi reativada por um grupo que vislumbrou seu resgate no cenário de Macaé, tendo como grande idealizadora desse processo a professora Ivania Ribeiro, cuja dedicação, empenho e compromisso com a cultura foram fundamentais nessa revitalização.

A cerimônia de posse das cadeiras dos patronos fundadores por novos escritores foi precedida pela investidura da primeira diretoria da AML após a reativação e contou com a presença de autoridades locais como o prefeito da cidade, Welberth Rezende, a vereadora Leandra Lopes e a secretária de Cultura, Waleska Freire.

O prefeito da cidade, Welberth Rezende, parabenizou os novos membros e o trabalho de fortalecimento da literatura, anunciando projetos de fomento à leitura. “Importante demais esse momento e vamos atuar para colocar em prática um espaço no Centro Cultural destinado aos escritores locais para que possam difundir sua arte. Vamos também lançar um edital que viabilize o governo municipal fazer a compra de livros desses escritores para que sejam utilizados na rede municipal de ensino”, assegurou Rezende.

Empossada como presidente da AML, Mariúcha Corrêa, afirmou que o momento simboliza não apenas a continuidade do legado deixado por seus fundadores, mas também a abertura para novas vozes, perspectivas e gerações dentro da literatura e da cultura macaense.
- Para mim é um presente estar aqui. É uma noite memorável e muito simbólica para o nosso município, que marca um novo passo dado na literatura aqui em Macaé -, ressaltou, agradecendo o trabalho desenvolvido por Ivania Ribeiro que presidiu a comissão provisória da instituição e conduziu a cerimônia de posse da nova diretoria.

Por sua vez, a secretária de Cultura, Waleska Freire, falou sobre a importância do momento de consolidação da AML. “Para nós é motivo de muito orgulho um dos nossos pontos principais histórico e cultural, o nosso museu da cidade, ser hoje palco desta noite tão especial na vida de todos nós que acreditamos na literatura macaense. Parabéns aos escritores, à diretoria, com união seguimos juntos na construção da nossa história”, frisou.

A partir de agora, a Academia Macaense de Letras, que renasce com propósito de preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais, conta com uma nova diretoria assim formada: Presidente - Mariúcha Corrêa; Vice Presidente - Gicélia Germano; Tesoureiro - Rildo Loureiro; Secretário Executivo - Héverton Quintes e as Conselheiras - Conceição de Maria; Maria Aparecida Lisbôa e Cidneia da Rocha. Além disso, a AML formou as seguintes comissões de trabalho: Eventos – Héverton Quintes, Cleber de Moraes e Gerson Dudus; Projetos/Editais – Ivania Ribeiro e Conceição de Maria; Mídias Sociais – Cleber de Moraes, Raíla Maciel e Lourdes Acosta; Editorial – Nathália Andraus; Identidade Visual – Thais Pessanha.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 28/05/2026.

Cerimônia de posse na Academia Macaense de Letras marca um novo momento literário

Ano passado 36 escritores receberam o diploma de novos associados

A AML se consolida como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura local

A Academia Macaense de Letras (AML) inaugura nos próximos dias um novo momento literário na cidade, que já foi chamada de Princesinha do Atlântico, Capital do Petróleo e da Energia. Agora, a partir do próximo dia 27, quando escritores tomam posse das 40 cadeiras da instituição, Macaé se consagra como uma Cidade Literária.

A cerimônia será realizada no Solar dos Mello, às 19h, e representa um marco na valorização da literatura, das artes e da produção cultural no município de Macaé. A instituição, reativada ano passado, após 62 anos de existência, foi fundada em 1963, por Antonio Alvarez Parada, carinhosamente conhecido como Tonito, ao lado de importantes nomes da cena intelectual e cultural macaense da época.

De acordo com educadora Mariúcha Corrêa, formada em Pedagogia e Letras e atual presidente da AML, a instituição nasceu num contexto histórico composto majoritariamente por homens, com o propósito de preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais.

- Ao longo de sua trajetória, a instituição exerceu relevante papel na vida cultural macaense, consolidando-se como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura local. Com o passar dos anos, porém, suas atividades foram interrompidas, levando a Academia a um período de desativação. Em 2025, ano de centenário do Tonito, a reativação da AML marcou um novo e importante capítulo de sua história, tendo como grande idealizadora desse processo a professora Ivania Ribeiro, cuja dedicação, empenho e compromisso com a cultura foram fundamentais para o resgate da instituição e para a reconstrução de seu papel no cenário cultural de Macaé –, explicou Mariúcha.

Para esse novo tempo na AML, houve um chamamento formal para que escritores e aristas de Macaé e Região ocupassem as vagas de associados efetivos e benfeitores. Em maio de 2025, 36 associados receberam o diploma de conquista que confere direitos e honras aos novos associados. Agora, serão 40 acadêmicos que ocuparão oficialmente as cadeiras de seus respectivos patronos em cerimônia solene no Solar dos Mellos, palco da efervescência cultural de Macaé e importante patrimônio histórico e cultural do município.

Segundo a atual presidente, a AML, agora composta por um número expressivo de escritoras, reflete uma Academia mais plural, representativa e conectada com os novos tempos, sem perder o respeito por sua história e tradição. “Não posso deixar de reconhecer o papel da professora Ivania Ribeiro, que assumiu a presidência de forma provisória e conduziu com dedicação esse período de transição até que fosse formada a chapa oficial. Esse momento simboliza não apenas a continuidade do legado deixado por seus fundadores, mas também a abertura para novas vozes, perspectivas e gerações dentro da literatura e da cultura macaense”, pontuou.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 20/05/2026.

Encontro contra evasão escolar começa nos próximos dias

O encontro reúne pais de estudantes na Ação de Enfrentamento à Infrequência Escolar...

Com o objetivo de garantir que nenhum aluno fique fora das salas de aula, identificar e acompanhar o risco de evasão e ainda, fortalecer o vínculo entre família e escola, a secretaria de Educação inicia os mutirões deste ano, convidando os pais e responsáveis dos estudantes do Ensino Fundamental da rede pública municipal de Macaé, a participarem da Ação de Enfrentamento à Infrequência Escolar. O evento que irá abranger cinco escolas neste mês de maio, inicia no próximo dia 18, no Colégio Municipal Pedro Adami, na Região Serrana.

Na ação de enfrentamento, que integra o Programa Busca Ativa Escolar, as coordenadorias de Diversidade e Inclusão e de Educação Social trabalham para identificar, controlar e acompanhar crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de evasão escolar e contam com a parceria da 1ª Promotoria da Infância e Juventude e do Conselho Tutelar.

- Nossa meta é aproximar as famílias da escola, ouvir os responsáveis, compreender os motivos das faltas injustificadas e fortalecer a garantia do direito à educação. Seguiremos trabalhando com responsabilidade, diálogo e compromisso para garantir o acesso e a permanência de todos os nossos estudantes na escola, pois a educação é um direito de todos e garantir a permanência dos nossos estudantes na escola é um compromisso do governo municipal e da nossa gestão -, destacou o secretário Matias Mendes.

De acordo com a coordenadora de educação Social da Semed, Vivianni Acosta Calil, nos anos anteriores, os mutirões de combate à infrequência escolar aconteciam na Cidade Universitária, o que acabava dificultando o acesso de muitos pais e responsáveis. Desde o ano passado, a secretaria de Educação passou a realizar a ação de forma descentralizada, em escolas polo espalhadas pelo município.

- Essa é uma grande mobilização de proteção à infância e à adolescência, construída também com a participação dos Conselhos Tutelares do município, fundamentais na identificação e encaminhamento de possíveis violações de direitos. Teremos dois grandes mutirões ao longo do ano, além de outras ações menores realizadas durante os semestres, sempre buscando garantir que nenhum aluno fique fora da escola – explicou, dando um alerta: “É importante lembrar que, conforme os critérios da FICAI (Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente), cinco faltas consecutivas ou 10 faltas alternadas no período de um mês já geram o acompanhamento da situação escolar do estudante”.

A Ação de Enfrentamento à Infrequência Escolar envolve ainda, o setor de Serviço Social da Educação, responsável por realizar entrevistas com as famílias e levantar as causas da infrequência. Entre os fatores identificados, estão situações de vulnerabilidade social e, em alguns casos, negligência. “Nessas ocorrências, as famílias são orientadas sobre o artigo 246 do Código Penal, que trata do abandono intelectual — considerado crime, com pena de detenção de 15 dias a um mês ou multa de até 10 salários mínimos”, frisou Vivianni.

Confira as datas e locais da ação:
18 de maio – Colégio Municipal Pedro Adami (Região Serrana) – 9h às 16h

19 de maio – E.M. Olga Benário – 9h às 16h

20 de maio – EEM Leonel de Moura Brizola – 9h às 16h

21 de maio – Colégio Municipal Prof.ª Maria Isabel Damasceno Simão – 9h às 16h

22 de maio – Colégio Municipal Aroeira – 9h às 16h.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 12/05/2026.

Porciúncula capacita rede proteção à criança e adolescente

O evento que reuniu mais de 60 participantes Durante a qualificação, a consultora de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, Vivianni A...