Contadores de história são chancelados pela Academia Macaense de Letras

Para os acadêmicos de letras de Macaé, todo dia é dia de contar histórias...

Trinta por cento dos 40 imortais reconhece que essa arte, uma das mais antigas da humanidade é essencial na transmissão de cultura, valores e saberes

A Academia Macaense de Letras (AML) reconhece com entusiasmo os contadores de histórias que integram seu quadro de acadêmicos. O reconhecimento oficial valida essa forma de compartilhar conhecimentos, utilizada para dar sentido ao mundo, ao cotidiano e às suas próprias vidas.

Mesmo que o Dia do Contador de Histórias seja celebrado em 20 de março, para os acadêmicos de letras de Macaé, todo dia é dia de contar histórias. Trinta por cento dos 40 imortais reconhece que essa arte, uma das mais antigas da humanidade é essencial na transmissão de cultura, valores e saberes. É uma prática que atravessa gerações, sendo fundamental na formação de leitores, especialmente nas crianças, ao criar um vínculo profundo com a literatura desde a primeira infância. A contação de histórias é baseada na oralidade, conectando o narrador e o público por meio da palavra, do gesto e do olhar.

Nesse sentido, 13 contadores de histórias exercem essa atividade em eventos culturais e literários, nas escolas públicas e particulares, nos bairros da cidade e até nos encontros e rodas de conversas, simpósios, congressos e reuniões empresariais.

Para a acadêmica, professora e escritora Mariúcha Corrêa, primeira mulher a ocupar a presidência da AML, contar histórias é uma experiência de troca, afeto e encantamento. “Diante das crianças, sinto a responsabilidade e a alegria de contribuir para a formação de leitores e para o desenvolvimento da imaginação. Cada público tem sua particularidade, e o desafio está justamente em encontrar a linguagem capaz de despertar a atenção, a emoção e a participação de cada ouvinte. Eu gosto muito de utilizar a música como um recurso para atrair a atenção dos ouvintes. É uma estratégia que não falha”, ressalta.

Ela conta que sua relação com as histórias começou na infância, aos oito anos, quando foi apresentada à vida e à obra de Cecília Meireles. Esse encontro despertou seu amor pela leitura e pela poesia. “Além disso, meus avós Ilza e Sebastião (in memória) foram grandes contadores de histórias. Eles sempre estavam cantando, dançando ou fazendo relatos. Viver com eles foi enriquecedor e uma grande inspiração para mim. Desde então, a palavra passou a ocupar um lugar especial na minha vida”, pontua.

Por sua vez, a acadêmica macaense Gi Germano (Tia Gi), que atua como psicopedagoga, biblioterapeuta, escritora e contadora de histórias o aprendizado da arte foi ouvindo sua mãe, Dona Maurina Santos, narrar suas histórias reais de infância e as fictícias, que envolviam o folclore e que ela tinha ouvido da sua avó Dona Raimunda. Ela vê a contação de histórias como um desafio.

- Eu sinto um "rebuliço" na barriga, quando conto histórias, as borboletas começam a bater as asas para acalmar as batidas do coração... É um desafio delicioso que chega até as crianças e adultos -, conta e complementa: “Eu comecei a contar histórias na época da formação de professores em Belém do Pará. Quando vim morar em Macaé, frequentei a Paróquia São João Barista, como catequista e contava histórias nos meus encontros catequéticos, certo dia o pároco José Luiz, fez um convite para que eu contasse as histórias nas missas com crianças aos sábados. Atualmente, completo 25 anos sendo voluntária com o meu projeto “Catecontando Histórias”, e de forma profissional conto histórias em meus atendimentos de psicopedagogia e biblioterapia”.

Outra escritora da AML que se destaca na prática da formação de leitores é a Ana Paula Mattos, professora de educação infantil, formada há 28 anos como contadora de história pelo projeto Leia Brasil. “A partir do convite para trabalhar na Casa dos Contadores de Histórias aprimorei técnicas para melhor atender as turmas. Tive o privilégio de conhecer o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias e em 2023, iniciei um trabalho efetivo através dos meus livros infantis nas escolas, onde levo a contação das minhas histórias e exponho os livros”, acentua.

Espalhando histórias e criando memórias, a escritora, contadora de histórias, mediadora de leitura, biblioterapeuta e agente cultural, Kátia Teixeira, diz que se sente como uma ponte que aproxima leitores e ouvintes dos autores, das histórias e de si mesmos. “Diante de cada plateia, especialmente das crianças, vivencio a alegria de despertar a imaginação, compartilhar saberes e criar laços afetivos. Cada encontro é único e desafiador, pois contar histórias é também saber ouvir, acolher e tocar corações”, frisa. Ela explica que conta histórias em escolas, praças, ruas, saraus, instituições, hospitais e espaços de convivência, sempre levando a literatura a públicos diversos. “Por meio do projeto Uma Pausa, um Respiro Literário, busco fazer dos livros e das histórias encontros de afeto, acolhimento e partilha”.

Importância de contar histórias todos os dias – Contar histórias fortalece vínculos e compartilha relatos, sejam eles de livros, de vivências pessoais ou de imaginação; criam laços de afeto e confiança entre familiares e amigos; desenvolvem a mente, principalmente na infância, quando estimula a imaginação, a escuta, a linguagem oral e a capacidade de dar lógica aos acontecimentos; transforma o cotidiano com narrativas que ajudam a aliviar o tédio, ressignifica desafios e enxerga novas perspectivas sobre o mundo.

Em recentes declarações, três contadoras de histórias da AML compartilharam os significados que estão por trás desse mundo de tradição oral:

“Diante de uma plateia procuro passar minha verdade, contando histórias que façam sentido com aprendizado e significado real. Costumo falar de vivências, de relações inclusivas e de responsabilidade com o meio ambiente. Essas são as minhas temáticas”. (Zaira Gonçalves, professora, escritora, especialista em educação inclusiva, neuropsicopedagoga e mestra em Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento pela UFRJ).

“Eu me sinto muito à vontade por fazer esse tipo de trabalho há anos no ambiente escolar e recentemente em eventos abertos ao público, que é um desafio por não saber ao certo a faixa etária que vamos encontrar, mas eu procuro observar a plateia antes de contar a história e adaptar a minha apresentação. Atualmente conto histórias no Centro Cultural Sobradinho, em Quissamã, em escolas municipais e em eventos culturais e feiras literárias, com o projeto Deixa Eu Contar, contando histórias de outros escritores e também autorais, como As aventuras de Moema na floresta e o livro Mimi, a gata mimada”. (Andréa Pessanha, de Quissamã, escritora, formada em Letras e Jornalismo, com especializações em Literatura Brasileira, Cultura Afro-Brasileira e Indígena, e Jornalismo Cultural).

“Contar histórias para mim não é um desafio, mas é sempre uma experiência única e especial. Posso contar a mesma história 10 vezes. A cada apresentação é uma nova emoção, uma nova experiência. Um detalhe, uma intervenção da plateia, um riso ou um sorriso que nos leva a um novo gesto, ou até uma nova interpretação da mesma história, que quando contada tem o poder de envolver e despertar tantas emoções diferentes, como um ‘pó de pirlimpimpim’ que nos faz viajar”. (Nathália Andraus, professora e mestra em cognição e linguagem, escritora e detentora da cadeira 07 da Academia Macaense de Letras).

O escritor Marcelo Araújo, secretário administrativo da Instituição, confirma que um terço da AML é contador de história. “Além de Mariúcha Correa, Gi Germano, Ana Paula Matos, Kátia Teixeira, Zaira Gonçalves, Andréa Pessanha e Nathália Andraus, temos ainda, Alessandra Bastos (escritora e palestrante), Conceição de Maria (poeta, atriz e escritora), Flávia Vasconcelos (jornalista e escritora), Ed Andrade (professor, escritor, poeta e pesquisador), Gabriela Oliveira e Adalberto Junior (professor, escritor e contador de histórias)”, arrematou o acadêmico de letras Marcelo.

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Jornalista Lourdes Acosta / DRT/MTE 911 MA / Assessoria de Comunicação da AML / Macaé, 22/10/2026.

Escritor, empresário e compositor Cléber de Moraes: uma força para a cultura macaense

Cleber de Moraes produziu o portal de conhecimento e de legado macaense

SOU Marketing e Consultoria é a primeira empresa a fazer parceria com a AML. O empresário diz que o maior encanto do portal é mostrar que Macaé não é somente um município do petróleo, mas cidade de escritores - história, herança cultural, memória e diversidade intelectual... 

Ele participou ativamente de um amplo processo de modernização da Academia Macaense de Letras (AML). O seu trabalho envolveu a reconstrução e padronização da identidade visual institucional, aplicações da marca, materiais acadêmicos, diplomas, papel timbrado, carteira acadêmica, modelos de divulgação de eventos, presença digital, website, mecanismos de indexação, conteúdo histórico, blog e ferramentas destinadas à preservação e difusão do acervo cultural da instituição.

Trata-se do escritor, empresário, compositor, multi-instrumentalista e membro da AML, Cléber de Moraes, ocupando a cadeira 40, que foi do ex-presidente da república Washington Luiz. Sua empresa, a SOU Marketing e Consultoria foi a primeira empresa a fazer parceria com a AML. “Tenho muito interesse que outras empresas também se aproximem da AML, por meio da responsabilidade social”, diz Cléber.

- Acredito que a Academia tem potencial para se tornar uma referência nacional na literatura. Macaé já é reconhecida pela força da indústria e da energia, mas literatura e arte também são formas de energia, uma energia infinita de conhecimento, capaz de preservar a identidade de um povo. Este não é o primeiro site que desenvolvo, mas certamente foi um dos projetos mais trabalhosos em pesquisa –, informa ele

Acrescenta que: “o maior desafio não foi propriamente construir as páginas. Foi descobrir o que deveria estar dentro delas. Passei dias pesquisando fragmentos digitais da história da AML que estavam espalhados pela internet, buscando informações sobre acadêmicos, patronos, acontecimentos e diferentes momentos da instituição”.

Quando Cléber apresentou a primeira versão do projeto, outros confrades passaram a colaborar com ele na evolução desse conteúdo. Ele disse que muitos também conversaram com Tonito, o avatar inspirado em Antônio Alvarez Parada.

Segundo disse, foi então que teve a certeza de que o site não poderia ser apenas um endereço institucional na internet. Ele precisava ser um portal de conhecimento e de legado macaense. “Ali estão escritores que, por meio de suas obras e de suas próprias trajetórias, registram diferentes fragmentos da realidade brasileira. Há memória, ancestralidade, poesia, história, experiências pessoais e uma enorme diversidade de pensamentos’, conta.

Cléber afirma que o maior encanto do portal é mostrar que Macaé não é somente uma cidade do petróleo. “Macaé também é uma cidade de escritores. É uma cidade de história, herança cultural, memória e diversidade intelectual. E agora parte desse patrimônio possui um lugar onde poderá permanecer acessível às próximas gerações”, conclui o escritor.

As obras dele - Cleber de Moraes é o autor da prestigiada Saga Verde Louro, um universo de ficção especulativa e geopolítica ambientado no Brasil do ano de 2030. Através de uma narrativa envolvente e documental, as suas obras, que incluem Verde Louro: O Prólogo da Selva, Lobo Guará, O Forte entre as Oliveiras e Rito de Passagem, que abordam a soberania da Amazónia, a resistência de povos e guerreiros ancestrais até os modernos militares, a preservação do património natural e o redespertar de forças místicas ancestrais.

Também lançou o Livro Velocidade de Cruzeiro - Rumo ao Crescimento Profissional e Sustentável, um livro direcionado para o mercado marítimo B2B, um compromisso de tornar a comunicação empresarial mais humana e sustentável.

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Da Assessoria da AML / Redação: Alexandre Bordalo - Jornalista/Escritor AML

Edição: Lourdes Acosta - Jornalista (DRT/MTE 911 MA) Escritora AML

Macaé, 08/10/2026.

Escritora da AML participa de debate sobre inclusão na ROG.e 2026

Thais chamou atenção para a inclusão que acontece no ordinário da vida

A escritora da AML, que lançou neste ano o livro “Dias de Sol”, pela Editora Oficinar, destacou uma das principais mensagens da obra para os leitores sem deficiência...

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a escritora da Academia Macaense de Letras (AML), Thais Pessanha, participou de um painel sobre diversidade, equidade e inclusão em um dos principais palcos da ROG.e, maior evento do setor de óleo, gás e transição energética do Brasil.

Com o tema “DEI – Histórias de virada do jogo e mudanças estruturais ainda necessárias”, o painel ganhou ainda mais visibilidade neste Setembro Verde, mês de conscientização e mobilização em torno dos direitos das pessoas com deficiência.

Thais Pessanha aproveitou a oportunidade para ampliar a discussão sobre deficiência, acessibilidade e capacitismo para novos públicos, a partir de sua atuação na literatura, na educação e no ativismo. A escritora, que lançou neste ano o livro “Dias de Sol”, pela Editora Oficinar, destacou uma das principais mensagens da obra para os leitores sem deficiência.

“Gostaria que percebessem que cada um e cada uma de nós somos responsáveis por fazer a vida de outra pessoa mais inclusiva, pois a inclusão acontece no ordinário da vida: é na fila da padaria, na praia, na farmácia, no cinema, no ambiente de trabalho, no parque, entre outros lugares. E isso acontece no dia a dia, por isso somos responsáveis por tornar isso real”, salientou Thais.

Pensando justamente na diversidade de públicos e na acessibilidade, a obra foi lançada em três formatos: impresso, digital (e-book) e audiolivro. As crônicas são inspiradas em sua trajetória com a Osteogênese Imperfeita e abordam, com humor e sensibilidade, situações do cotidiano relacionadas à deficiência, ao capacitismo e à inclusão. A versão em audiolivro foi produzida pela Ubook e narrada pela atriz Juliana Caldas.

A escritora transformou sua trajetória pessoal em ponto de partida para promover reflexão e transformação social por meio da literatura e da atuação em diferentes frentes. Além de idealizar, curar e mediar o Clube de Leitura Ossos de Pássaro, iniciativa finalista do Prêmio Jabuti 2025, é autora de Sobre Rodas – Um Espírito em Movimento, vencedor do Prêmio Literário Clarice Lispector (2023); embaixadora brasileira do Cordão de Girassol, símbolo internacional voltado à conscientização sobre deficiências raras e ocultas; e confreira da Academia Macaense de Letras.

Também participaram do painel Cristina Pinho, presidente do Instituto Luisa Pinho Sartori; Nathalia Fernandes, jornalista e especialista em Inclusão, Diversidade e Cultura na Alcoa; e Nelson Narciso Filho, Chair da ROG.e e CEO da NNF Energy Consultancy. A moderação foi realizada por Denise Santos, Commercial Lead de Supply Chain na Shell.

A ROG.e é promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e aconteceu de 21 a 24 de setembro de 2026, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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Por Andréa Pessanha – Jornalista/Escritora

Assessoria da Academia Macaense de Letras (AML)

Edição: Jornalista/ Escritora Lourdes Acosta

Macaé, 26/09/2026.

Escritores da AML participam da 11ª Flic

Autores macaenses na Flic

O lançamento da Antologia Poética Flores Literárias da 11ª Flic de Cabo Frio reuniu escritores, poetas e artistas da Região, além de leitores e famílias, em atividades voltadas para literatura, música, arte e cultura...

Os escritores da Academia Macaense de Letras (AML) Héverton Quintes e Lourdes Acosta participaram da 11ª Flic (Festa Literária Cabo-Friense), que ocorreu da quinta-feira (17/9) a sábado (19/9), na Praça da Cidadania, em Cabo Frio-RJ. O evento reuniu escritores, poetas, artistas, leitores e famílias, em atividades voltadas para literatura, música, arte e cultura.

Na ocasião, Héverton que também é pedagogo, recebeu a medalha de mérito cultural ‘Flores Literárias – 10 Anos’. “Isso me incentivou a continuar acreditando na literatura, na educação e na cultura como caminhos de construção social”, frisou. Ele participou do lançamento da Antologia Poética Flores Literárias e agradeceu ao Coletivo Cultural homônimo e a escritora Jaqueline Brum pelo reconhecimento.

Palavras: clímax de sensibilidade

Segundo a escritora, jornalista e historiadora Lourdes Acosta, sua participação nesta festa literária foi como estreante em momentos entremeados por textos, onde a palavra se tornou clímax de sensibilidade e ensinamento, abarcando a literatura e promovendo memórias, histórias e sonhos. “Foi com imenso prazer que tomei parte como coautora dessa apoteose de alegria, celebrando a literatura, a arte e a cultura”, ressalta ela.

O evento teve a contribuição dela via poema “No jardim do nosso tempo” (Para Oswald In Memoriam). Sua participação no coletivo poético refletiu seu livro “Aos Trancos e Barrancos foi o Nosso Amor”, que coloca a literatura como arte guardiã da Língua Portuguesa. Como contam suas páginas, a cultura tem a missão de preservar a história, a memória e as raízes de um povo. 

Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência

Lourdes lembra que nesta segunda-feira (21/9) comemora-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência. “É meu dever como jornalista dizer que é tempo de fortalecer os direitos e promover a inclusão social e a acessibilidade”, pontua, acrescentando que toda a sociedade tem de fazer a sua parte: os órgãos institucionais devem efetuar políticas públicas, objetivando a inclusão social das pessoas integrantes deste segmento da população.

- Nós os cidadãos, não podemos nos excluir de combater ativamente o capacitismo (discriminação na qual se desconsidera a capacidade da pessoa com deficiência). Temos de exigir igualdade de oportunidades no cotidiano. Isso para garantir que pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida possam usar espaços e transportes, além de usufruir de informações e serviços com segurança e autonomia. Falo por experiência própria, pois sou deficiente auditiva (uso aparelho de surdez) e tenho mobilidade reduzida por causa das artroses nos joelhos (uso bengala) -, conclui Acosta.

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Redação: Alexandre Bordalo - Jornalista/Escritor AML (cadeira 11).

Edição: Lourdes Acosta - Jornalista (DRT/MTE 911 MA) Escritora AML (cadeira 37)

Macaé, 21/09/2026.

Raíla Maciel encerra turnê literária com apresentação poética inédita no Festival Macaé de Cultura e Gastronomia

Em Grussaí, Raíla encerrou a turnê do Sesc RJ


A escritora e jornalista levou os poemas de seu livro de estreia para o festival e encerrou uma turnê de dez localidades do Rio de Janeiro...

A escritora e jornalista Raíla Maciel encerrou, na última sexta-feira (11), a turnê de lançamento de seu primeiro livro com uma apresentação poética inédita na orla da Praia dos Cavaleiros, durante o 15º Festival Macaé de Cultura e Gastronomia. Intitulada Eu Nunca Falei Sobre Isso em Versos, a apresentação levou para além das páginas os poemas publicados na obra de estreia da autora e integrou a programação da Secretaria Municipal de Cultura no festival.

O encerramento da turnê, no entanto, começou ainda pela manhã, em Grussaí, onde Raíla realizou uma roda de conversa com jovens estudantes de escolas públicas da região. Foi o último encontro de um ciclo que passou por dez localidades do estado do Rio de Janeiro, aproximando a obra de diferentes públicos e, especialmente, de espaços de formação.

“Sou fruto da educação pública. Meu primeiro livro foi feito com recursos públicos e tenho consciência da responsabilidade que isso traz. Encerrar a turnê de Eu Nunca Falei Sobre Isso conversando novamente com estudantes foi mais um presente que essa jornada me trouxe. Com esses jovens, falo sobre os sonhos que nos movem e sobre a importância de reaprender a confiar neles”, afirma Raíla.

Para a escritora, a circulação também dimensiona o impacto que a publicação do primeiro livro teve em sua trajetória. “Eu sempre falo de sonhos ousados, mas não poderia imaginar que esse me levaria tão longe. Esse livro foi um divisor de águas. Ele veio com tanta força que abriu portas maravilhosas para mim, como a Academia de Letras de Macaé, uma Bienal, essa turnê e ainda outras oportunidades que estão se desenhando”, conta.

Contemplada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, a turnê teve produção do artista macaense Zuza Zapata e percorreu unidades e espaços culturais do estado, ampliando o alcance de uma obra que parte da experiência pessoal para tratar de memória, identidade, ancestralidade, racismo, pertencimento e das experiências de mulheres negras.

“Produzir a turnê de Raíla Maciel foi uma experiência profundamente enriquecedora. Pegar a estrada, atravessar tantos lugares e levar uma literatura tão potente ao encontro de diferentes públicos tornou essa jornada ainda mais especial. Acompanhar de perto uma artista que tem tanto a dizer sobre sua obra, sua trajetória e o mundo que a atravessa foi um grande privilégio. Uma experiência daquelas que permanecem com a gente mesmo depois que a estrada termina. Que venham muitas outras”, afirma Zuza Zapata.

Sobre a autora

Natural de São Luís (MA), Raíla Maciel vive em Macaé há cerca de dez anos e é a associada mais jovem da Academia Macaense de Letras, onde ocupa a cadeira 17, cujo patrono é Ezequiel Campos. Jornalista, escritora e poeta, construiu sua trajetória entre a comunicação e a literatura, com uma produção marcada pela aproximação entre experiência vivida e criação literária.

Além de Eu Nunca Falei Sobre Isso, sua produção inclui participações em antologias, entre elas Mora na Filosofia, publicação realizada a partir da FLUP e da Malê, e Devotos: a encruzilhada entre Jorge e Ogum, da Flyve. Sua escrita transita por memória, identidade, ancestralidade e experiências de mulheres negras, articulando literatura, território e vida cotidiana.

A turnê de lançamento de Eu Nunca Falei Sobre Isso foi contemplada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, com produção de Zuza Zapata. Já a apresentação no Festival Gastronômico foi uma convocação via credenciamento municipal de artistas.

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Redação: Raíla Maciel

Jornalista/Escritora

Edição: Lourdes Acosta

Jornalista/Escritora

DRT/MTE 911 MA)

Macaé, 14/09/2026.

AML abraça o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio com campanha literária

A campanha já foi lançada

Com o tema “Escrever para Viver: Palavras que Acolhem”, convida seus acadêmicos, leitores e toda a sociedade a participarem dessa corrente de cuidado e respeito à vida...

Esta quinta-feira, 10 de setembro marca o “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”, uma data que reforça a importância de falar sobre o tema de forma responsável, acolhedora e sem julgamentos. O evento está inserido na ação “Setembro Amarelo 2026: se precisar, peça ajuda!”. Em alusão ao Dia a Academia Macaense de Letras (AML) abraça o evento e prossegue com uma campanha de conscientização, iniciada no começo deste mês. Trata-se do tema “Escrever para Viver: Palavras que Acolhem”.

O objetivo é a prevenção ao suicídio e convida seus acadêmicos, leitores e toda a sociedade a participarem dessa corrente de cuidado e respeito à vida. Durante todo o mês de setembro, a ação coletiva contará com poemas falados gravados pelos próprios acadêmicos de letras em suas redes sociais e compartilhados nos canais oficiais da AML, além de uma parceria inédita com profissionais da saúde mental que expressarão o acolhimento por meio da poesia.

- Acreditamos na força da palavra como espaço de escuta, reflexão e acolhimento. Um poema, uma conversa, uma mensagem ou simplesmente a disposição para ouvir podem aproximar pessoas em momentos de silêncio e dificuldade. O suicídio é uma importante questão de saúde pública e pode afetar pessoas de diferentes idades, realidades e condições sociais. Por isso, a prevenção é uma responsabilidade de todos nós -, ressalta a presidente da AML, Mariúcha Correa.
Alinhada ao seu pilar social de transformação humana e compromisso com a saúde emocional da sociedade, a AML utiliza a literatura como ferramenta de acolhimento. A campanha tem como objetivo sensibilizar os acadêmicos para disseminação de mensagens de resiliência através de conteúdos audiovisuais e integrar o saber técnico à sensibilidade literária, visando promover a valorização da vida através das palavras.

Na opinião da escritora e acadêmica de letras, Kátia Teixeira, sentada na cadeira 16, cujo patrono é César Tinoco, que já está engajada na luta e produziu uma prosa sobre Setembro Amarelo, este é um mês de múltiplas expressões. “Muito além da prevenção ao suicídio, este é um período dedicado à valorização da vida, com amorosidade, empatia e acolhimento. Cuidar da saúde mental é um gesto contínuo de afeto e atenção com quem amamos e conosco mesmos. Afinal, o cuidado é a ponte que conecta, fortalece e salva vidas”, ressaltou, informando que irá gravar um vídeo fazendo a leitura do texto autoral.

Prevenir ainda é o melhor remédio - Setembro Amarelo surgiu com a ideia de quebrar tabus, reduzir estigmas, estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda. O tema busca lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho. A AML, focada em literatura pode ser uma ferramenta poderosa e complementar no cuidado da saúde mental e se coloca como um espaço de acolhimento, socialização e expressão emocional.

Dados sobre suicídio - Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama, guerras e homicídios. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a terceira causa e morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades.

No Brasil, 12,6% por cada 100 mil homens, em comparação com 5,4% por cada 100 mil mulheres, morrem devido ao suicídio. As taxas entre os homens são geralmente mais altas em países de alta renda (16,6% por 100 mil). Para as mulheres, as taxas de suicídio mais altas são encontradas em países de baixa média renda (7,1% por 100 mil).

Se você precisar conversar, existe uma entidade independente, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional 24 horas por dia e pode ser acessado através do telefone 188 ou no site www.cvv.org.br. Para saber mais, acesse www.setembroamarelo.org.br.

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Lourdes Acosta

Jornalista (DRT/MTE 911 MA)

Escritora AML (cadeira 37)

Macaé, 09/09/2026.

Escritores de Macaé levam literatura regional para a Bienal de São Paulo

Escritores marcam presença na bienal paulista

Os autores de Macaé/RJ, celebram na Bienal a literatura e a cultura, com sessões de autógrafos, lançamentos de antologias e livros

Escritores da Academia Macaense de Letras participam da 28º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que está acontecendo desde o último dia 4 e vai até o próximo 13, no Distrito Anhembi. A edição deste ano reúne 269 expositores e tem a expectativa de receber mais de 700 mil visitantes, sendo o maior evento literário da América Latina e um dos mais relevantes encontros do livro, da cultura e da economia criativa no cenário internacional.

Os autores de Macaé/RJ, Rildo Loureiro, Héverton Quintes, Daiana de Souza, Margarete Monteiro e Andrea Pessanha celebram na Bienal de São Paulo, a literatura e a cultura, participando de sessões de autógrafos, lançamentos de antologias e exposição de seus livros.

Três escritores da AML apresentam uma obra coletiva em que a poesia é o ponto de encontro. Rildo Loureiro (poeta, professor, psicólogo e psicanalista); Héverton Quintes (professor, poeta) e Andrea Pessanha (jornalista e letróloga com especializações em literatura brasileira, cultura Afro-Brasileira e Indígena) são coautores da antologia poética “Alma em Palavras V”, da Editora Conejo e celebram o lançamento da obra.

- Estar na Bienal do Livro de São Paulo tem sido uma experiência muito especial. É impressionante estar em um espaço dessa dimensão, cercado por livros, autores, editoras e, principalmente, por tantos leitores. A Bienal é realmente um grande ponto de encontro de quem vive e acredita na literatura. Desta vez, a experiência tem um significado ainda maior para mim, porque não estou aqui somente como visitante. Vim participar do lançamento da antologia. Ver um texto nosso materializado em livro e sendo apresentado em um evento dessa importância traz um sentimento muito bonito de realização e pertencimento -, pontuou o professor e acadêmico Héverton Quintes

A prata da casa macaense de letras que foi levar a literatura produzida em nossa região para a bienal paulista, fazendo lançamento de livro e autografando é formada pelas acadêmicas Daiana de Souza e Margarete Monteiro. Daina, que é roteirista, escritora e professora mestra em História, autografou no estande E80, da Editora Malê, neste 7 de setembro, o infantojuvenil “Jornal dos Tigres”. A professora, pedagoga, psicopedagoga e diretora geral do Liceu de Humanidades de Campos, Margarete, faz o lançamento de sua nova obra: “Senzala: feridas abertas”, pela editora Scortecci.

- Estou pela segunda vez aqui na Bienal do Livro de São Paulo. Este evento é uma ótima oportunidade para encontrar leitores, autores, editores, estreitar laços e construir novas relações no mercado editorial -, disse Daina, roteirista dos curtas e autora de narrativas que colocam no centro as experiências, afetos e resistências de pessoas negras. Ela constrói histórias que transitam entre drama e verdade, criando personagens marcantes e potentes, a partir de Macaé.

Para a escritora Margarete, a bienal é um momento ímpar de muita literatura. “A senzala não ficou no passado. E é com imensa alegria, que anuncio minha nova obra pela Scortteci Editora. Neste livro, mergulho nas memórias e nas vivências que revelam como a escravidão moldou o Brasil, e como ela continua viva nas relações de poder, no racismo e na exclusão. Este livro foi inspirado no pé de jambo do Liceu de Humanidades de Campos e nas paredes que viram a nossa história, esta é uma obra sobre dor, memória, resistência e futuro. Aqui, a senzala fala. E, quando ela fala, o Brasil inteiro é chamado a ouvir", ressaltou.

Sobre a AML - A instituição fundada em 1963, por Antonio Alvarez Parada (autor do hino de Macaé), carinhosamente conhecido como Tonito, foi reativada em 2025, ano do seu centenário, marcando um novo e importante capítulo de sua história, consolidando-se como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura de Macaé.

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Lourdes Acosta - Jornalista (DRT/MTE 911 MA)

Escritora/acadêmica da AML Cadeira 37

Macaé, 09/09/2026.

Contadores de história são chancelados pela Academia Macaense de Letras

Para os acadêmicos de letras de Macaé, todo dia é dia de contar histórias... Trinta por cento dos 40 imortais reconhece que essa arte, uma d...