Escritora radicada em Macaé faz turnê literária pelo Rio de Janeiro

Os encontros são marcados por escuta, pertencimento e troca com o público


Selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, Raíla Maciel, autora de Eu Nunca Falei Sobre Isso, passou por Madureira, Três Rios, Duque de Caxias e Cocotá em encontros marcados por escuta, pertencimento e troca com o público

A jornalista e escritora Raíla Maciel, natural de São Luís do Maranhão e moradora de Macaé há dez anos, deu início à turnê de lançamento de seu primeiro livro, Eu Nunca Falei Sobre Isso, em diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro.

Selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, com produção do também artista macaense Zuza Zapata, a autora passou pelos Sescs de Madureira, Três Rios, Duque de Caxias e Cocotá, em uma primeira etapa marcada por rodas de conversa, escuta sensível e reflexões sobre memória, identidade racial, ancestralidade e resistência feminina negra.

Integrante mais jovem da Academia Macaense de Letras, Raíla publicou seu primeiro livro, Eu Nunca Falei Sobre Isso, de forma independente com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do projeto Escrevivente: a escrita criativa da mulher negra, aprovado pela secretaria de cultura de Macaé. A circulação do livro tem promovido diálogos sobre memória, identidade racial, ancestralidade, racismo e resistência feminina negra. A partir de uma narrativa autobiográfica, a obra literária convida o público a refletir sobre silêncios herdados, dores coletivas e possibilidades de reconstrução.

A presença de uma autora radicada em Macaé, em circulação por diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro também reforça a potência da produção literária realizada fora dos grandes centros culturais. Ao reunir literatura, memória e diálogo, Eu Nunca Falei Sobre Isso reforça a importância da representatividade e da valorização das vozes negras, promovendo reflexões que ultrapassam as páginas do livro e se transformam em experiências compartilhadas.

Inspirada pelo legado de autoras como Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Audre Lorde, Neusa Santos Souza, bell hooks e Djamila Ribeiro, Raíla propõe uma escrita que nasce da experiência pessoal, mas se expande em direção ao coletivo.

- Contar essa história como mulher negra é uma forma de gerar identificação e incentivar outras mulheres a romperem o silêncio sobre suas dores, denunciando violências, vencendo a culpa e a vergonha para existir com mais inteireza -, destaca a autora.

Nas quatro primeiras unidades visitadas, a presença do público confirmou a potência da proposta. Em uma das rodas de conversa, uma participante resumiu a experiência ao dizer: “Estou muito agradecida de poder te ouvir e saber que as minhas histórias também podem ser contadas um dia”. A primeira etapa da turnê também evidencia a importância de políticas culturais que possibilitam o encontro entre autores, territórios e públicos diversos. A circulação do projeto segue nos próximos meses totalizando dez encontros. As próximas paradas estão previstas para o Sesc Nova Iguaçu, no dia 26 de junho, às 17h, e para o Sesc São João de Meriti, em 2 de julho. A turnê passará ainda pelo Arte Sesc, Sesc Quitandinha, Campos dos Goytacazes e Grussaí.

Para Raíla, essa primeira etapa representa apenas o começo da jornada. Como sintetizou a autora, a expectativa é que “as palavras por tanto tempo silenciadas continuem ecoando, ocupando espaços e fazendo um barulhão por onde passarem”.

____________________

Por Raíla Maciel 

Jornalista e Escritora

Edição: Lourdes Acosta

Jornalista e Escritora

Macaé, 03/06/2026. 

Agora, falando sério....

Que meus passos me levem à somar e construir uma nova história da Academia Macaense de Letras, até que a morte nos separe!!!


Assumir uma cadeira da Academia Macaense de Letras tem um significado muito importante em minha existência ...

Penso que vem coroar uma vida inteira de dedicação à escrita, para informar e formar meus semelhantes, seja nas milhares de matérias jornalísticas produzidas nos quase 40 anos de profissão, em jornais e revistas, rádio e TV, ou nas assessorias de imprensa oficiais e oficiosas; seja nas leituras dos incontáveis livros e nas pesquisas científicas ou ainda, na edição e redação dos três livros de minha autoria: “Aos trancos e barrancos foi o nosso amor”; Árvore genealógica dos Duartes e Pintos do Maranhão” e “A saga do vovô Alziro”, frutos de inspiração, reportagem e pesquisa...

Em minhas recordações vejo que não cheguei aqui sozinha... Lembro do incentivo dos meus pais e suas lutas para que eu estudasse e fui para a escola pública a vida inteira, passei pelo Liceu maranhense e Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão... Lembro do meu avô paterno Alziro Coelho, que contando histórias e estórias na minha infância me fez abrir os olhos para o lúdico, aguçando minha imaginação com seus contos e me fazendo desper­tar o gosto para a leitura e a escrita...Mas, também preciso dizer que saindo da Atenas Brasileira e aportando em Macaé, no ano 2000, abracei esta cidade com todas as forças e reiniciei a luta pelos menos favorecidos nas entrelinhas de meus escritos, tudo isso com o apoio do meu eterno amor que hoje está no céu e o incentivo dos meus filhos na produção literária...

Tornar-se acadêmica de letras é entrar na história e na cultura de uma cidade, é tornar-se “imortal”, é ocupar uma cadeira de forma vitalícia (até o fim da vida) e, teoricamente, seu legado literário ou cultural é eterno e vence o tempo... O dia 27 de maio de 2026, data do empossamento dos 40 membros nas cadeiras dos patronos ficará marcada em minha história pelos restos dos meus dias...

Minha escolha da cadeira 37, que antes era ocupada por Velho da Silva e posteriormente, por seu sucessor Áttila Maltez, me responsabiliza em manter suas memórias vivas...

Eleger Amaro Velho da Silva como patrono é celebrar a figura do "Homem de Estado" que compreendeu a importância da ordem e do saber para o progresso de Macaé, na Região Norte Fluminense. Sua memória inspira a Academia Macaense de Letras (AML) a cultivar o rigor intelectual e a valorização da história e da identidade regional, mantendo viva a chama da tradição literária e cívica. O Visconde de Macaé é citado na literatura de jornais da época e em autores renomados como o mestre Antonio Alvarez Parada, que aponta Velho da Silva em 'Histórias da Velha Macaé', como um representante da Coroa e articulador do progresso que moldou o rosto de nossa região no século XIX.

Velho da Silva foi um dos maiores entusiastas e financiadores iniciais do projeto do Canal Campos Macaé, organizou e estruturou o Porto de São João de Macaé e fez a transição para o Porto de Imbetiba, consolidando Macaé como a ‘saída para o mar’ do açúcar cultivado na região... Velho da Silva não esperava pelas obras públicas e investia em trapiches e armazéns portuários, entre outras ações... 

Por sua vez, Áttila Maltez foi o mantenedor do fio condutor da história de Macaé, utilizando a precisão da escrita jurídica para salvar do esquecimento os registros de uma elite que moldou o Estado do Rio de Janeiro. A produção de Áttila Jr. é um elo de transição. Enquanto Amaro Velho da Silva usava o poder político e comercial, Áttila utilizava a erudição jurídica e a escrita para manter o prestígio e a organização da sociedade em que vivia, consolidando o advogado como o novo intelectual da República do Café que Macaé representava.

... É muita responsabilidade que pesa no alto dos meus 7.3 aninhos! Que Deus conduza a minha trajetória e que meus passos me levem à somar e construir uma nova história da Academia Macaense de Letras, até que a morte nos separe!!!

 _______________________

Macaé, 29/05/2026.

Crônica de Lourdes Acosta

Jornalista/escritora. 

Posse de acadêmicos marca novo tempo literário em Macaé

A cerimônia de posse na Academia Macaense de Letras marca um novo momento literário

Os 40 acadêmicos de letras deverão preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais...

A posse das 40 cadeiras da Academia Macaense de Letras (AML) nesta quarta-feira (27), registra um novo tempo da cultura local. O evento, ocorrido no Solar dos Mellos, representa um marco na valorização da literatura, das artes e da produção cultural, consagrando Macaé como uma Cidade Literária. O encontro, que reuniu a nata de escritores, autores, contistas e afins, também assinalou a nova fase da trajetória da AML, que após ser reativada em 2025, nomeou sua nova diretoria.

A instituição foi fundada em 1963 por Antonio Alvarez Parada (O Tonito - autor do hino de Macaé) ao lado de importantes nomes da cena intelectual e cultural macaense da época, considerados patronos fundadores. Após 62 anos, no centenário de Tonito, foi reativada por um grupo que vislumbrou seu resgate no cenário de Macaé, tendo como grande idealizadora desse processo a professora Ivania Ribeiro, cuja dedicação, empenho e compromisso com a cultura foram fundamentais nessa revitalização.

A cerimônia de posse das cadeiras dos patronos fundadores por novos escritores foi precedida pela investidura da primeira diretoria da AML após a reativação e contou com a presença de autoridades locais como o prefeito da cidade, Welberth Rezende, a vereadora Leandra Lopes e a secretária de Cultura, Waleska Freire.

O prefeito da cidade, Welberth Rezende, parabenizou os novos membros e o trabalho de fortalecimento da literatura, anunciando projetos de fomento à leitura. “Importante demais esse momento e vamos atuar para colocar em prática um espaço no Centro Cultural destinado aos escritores locais para que possam difundir sua arte. Vamos também lançar um edital que viabilize o governo municipal fazer a compra de livros desses escritores para que sejam utilizados na rede municipal de ensino”, assegurou Rezende.

Empossada como presidente da AML, Mariúcha Corrêa, afirmou que o momento simboliza não apenas a continuidade do legado deixado por seus fundadores, mas também a abertura para novas vozes, perspectivas e gerações dentro da literatura e da cultura macaense.
- Para mim é um presente estar aqui. É uma noite memorável e muito simbólica para o nosso município, que marca um novo passo dado na literatura aqui em Macaé -, ressaltou, agradecendo o trabalho desenvolvido por Ivania Ribeiro que presidiu a comissão provisória da instituição e conduziu a cerimônia de posse da nova diretoria.

Por sua vez, a secretária de Cultura, Waleska Freire, falou sobre a importância do momento de consolidação da AML. “Para nós é motivo de muito orgulho um dos nossos pontos principais histórico e cultural, o nosso museu da cidade, ser hoje palco desta noite tão especial na vida de todos nós que acreditamos na literatura macaense. Parabéns aos escritores, à diretoria, com união seguimos juntos na construção da nossa história”, frisou.

A partir de agora, a Academia Macaense de Letras, que renasce com propósito de preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais, conta com uma nova diretoria assim formada: Presidente - Mariúcha Corrêa; Vice Presidente - Gicélia Germano; Tesoureiro - Rildo Loureiro; Secretário Executivo - Héverton Quintes e as Conselheiras - Conceição de Maria; Maria Aparecida Lisbôa e Cidneia da Rocha. Além disso, a AML formou as seguintes comissões de trabalho: Eventos – Héverton Quintes, Cleber de Moraes e Gerson Dudus; Projetos/Editais – Ivania Ribeiro e Conceição de Maria; Mídias Sociais – Cleber de Moraes, Raíla Maciel e Lourdes Acosta; Editorial – Nathália Andraus; Identidade Visual – Thais Pessanha.

_____________________

Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 28/05/2026.

Cerimônia de posse na Academia Macaense de Letras marca um novo momento literário

Ano passado 36 escritores receberam o diploma de novos associados

A AML se consolida como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura local

A Academia Macaense de Letras (AML) inaugura nos próximos dias um novo momento literário na cidade, que já foi chamada de Princesinha do Atlântico, Capital do Petróleo e da Energia. Agora, a partir do próximo dia 27, quando escritores tomam posse das 40 cadeiras da instituição, Macaé se consagra como uma Cidade Literária.

A cerimônia será realizada no Solar dos Mello, às 19h, e representa um marco na valorização da literatura, das artes e da produção cultural no município de Macaé. A instituição, reativada ano passado, após 62 anos de existência, foi fundada em 1963, por Antonio Alvarez Parada, carinhosamente conhecido como Tonito, ao lado de importantes nomes da cena intelectual e cultural macaense da época.

De acordo com educadora Mariúcha Corrêa, formada em Pedagogia e Letras e atual presidente da AML, a instituição nasceu num contexto histórico composto majoritariamente por homens, com o propósito de preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais.

- Ao longo de sua trajetória, a instituição exerceu relevante papel na vida cultural macaense, consolidando-se como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura local. Com o passar dos anos, porém, suas atividades foram interrompidas, levando a Academia a um período de desativação. Em 2025, ano de centenário do Tonito, a reativação da AML marcou um novo e importante capítulo de sua história, tendo como grande idealizadora desse processo a professora Ivania Ribeiro, cuja dedicação, empenho e compromisso com a cultura foram fundamentais para o resgate da instituição e para a reconstrução de seu papel no cenário cultural de Macaé –, explicou Mariúcha.

Para esse novo tempo na AML, houve um chamamento formal para que escritores e aristas de Macaé e Região ocupassem as vagas de associados efetivos e benfeitores. Em maio de 2025, 36 associados receberam o diploma de conquista que confere direitos e honras aos novos associados. Agora, serão 40 acadêmicos que ocuparão oficialmente as cadeiras de seus respectivos patronos em cerimônia solene no Solar dos Mellos, palco da efervescência cultural de Macaé e importante patrimônio histórico e cultural do município.

Segundo a atual presidente, a AML, agora composta por um número expressivo de escritoras, reflete uma Academia mais plural, representativa e conectada com os novos tempos, sem perder o respeito por sua história e tradição. “Não posso deixar de reconhecer o papel da professora Ivania Ribeiro, que assumiu a presidência de forma provisória e conduziu com dedicação esse período de transição até que fosse formada a chapa oficial. Esse momento simboliza não apenas a continuidade do legado deixado por seus fundadores, mas também a abertura para novas vozes, perspectivas e gerações dentro da literatura e da cultura macaense”, pontuou.

__________________

Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 20/05/2026.

Encontro contra evasão escolar começa nos próximos dias

O encontro reúne pais de estudantes na Ação de Enfrentamento à Infrequência Escolar...

Com o objetivo de garantir que nenhum aluno fique fora das salas de aula, identificar e acompanhar o risco de evasão e ainda, fortalecer o vínculo entre família e escola, a secretaria de Educação inicia os mutirões deste ano, convidando os pais e responsáveis dos estudantes do Ensino Fundamental da rede pública municipal de Macaé, a participarem da Ação de Enfrentamento à Infrequência Escolar. O evento que irá abranger cinco escolas neste mês de maio, inicia no próximo dia 18, no Colégio Municipal Pedro Adami, na Região Serrana.

Na ação de enfrentamento, que integra o Programa Busca Ativa Escolar, as coordenadorias de Diversidade e Inclusão e de Educação Social trabalham para identificar, controlar e acompanhar crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de evasão escolar e contam com a parceria da 1ª Promotoria da Infância e Juventude e do Conselho Tutelar.

- Nossa meta é aproximar as famílias da escola, ouvir os responsáveis, compreender os motivos das faltas injustificadas e fortalecer a garantia do direito à educação. Seguiremos trabalhando com responsabilidade, diálogo e compromisso para garantir o acesso e a permanência de todos os nossos estudantes na escola, pois a educação é um direito de todos e garantir a permanência dos nossos estudantes na escola é um compromisso do governo municipal e da nossa gestão -, destacou o secretário Matias Mendes.

De acordo com a coordenadora de educação Social da Semed, Vivianni Acosta Calil, nos anos anteriores, os mutirões de combate à infrequência escolar aconteciam na Cidade Universitária, o que acabava dificultando o acesso de muitos pais e responsáveis. Desde o ano passado, a secretaria de Educação passou a realizar a ação de forma descentralizada, em escolas polo espalhadas pelo município.

- Essa é uma grande mobilização de proteção à infância e à adolescência, construída também com a participação dos Conselhos Tutelares do município, fundamentais na identificação e encaminhamento de possíveis violações de direitos. Teremos dois grandes mutirões ao longo do ano, além de outras ações menores realizadas durante os semestres, sempre buscando garantir que nenhum aluno fique fora da escola – explicou, dando um alerta: “É importante lembrar que, conforme os critérios da FICAI (Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente), cinco faltas consecutivas ou 10 faltas alternadas no período de um mês já geram o acompanhamento da situação escolar do estudante”.

A Ação de Enfrentamento à Infrequência Escolar envolve ainda, o setor de Serviço Social da Educação, responsável por realizar entrevistas com as famílias e levantar as causas da infrequência. Entre os fatores identificados, estão situações de vulnerabilidade social e, em alguns casos, negligência. “Nessas ocorrências, as famílias são orientadas sobre o artigo 246 do Código Penal, que trata do abandono intelectual — considerado crime, com pena de detenção de 15 dias a um mês ou multa de até 10 salários mínimos”, frisou Vivianni.

Confira as datas e locais da ação:
18 de maio – Colégio Municipal Pedro Adami (Região Serrana) – 9h às 16h

19 de maio – E.M. Olga Benário – 9h às 16h

20 de maio – EEM Leonel de Moura Brizola – 9h às 16h

21 de maio – Colégio Municipal Prof.ª Maria Isabel Damasceno Simão – 9h às 16h

22 de maio – Colégio Municipal Aroeira – 9h às 16h.

______________________

Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 12/05/2026.

Hospital de Olhos realiza milhares de cirurgias gratuitas em Macaé

No próximo dia 16, mais 50 cirurgias gratuitas serão realizadas no HOM...

O funcionamento do Hospital de Olhos de Macaé (HOM), é uma realidade em Macaé. Desde dezembro de 2023, quando ampliou a assistência oftalmológica na cidade, já realizou mais de 4.200 cirurgias gratuitas. Nestes primeiros meses do ano, o HOM registrou cerca de 1200 procedimentos cirúrgicos de Catarata, Pterígio, Vitrectomia (retina) e Calázio, e no próximo dia 16, mais 50 cirurgias serão realizadas. O benefício atinge a população de todas as idades, moradora da cidade.

O acesso gratuito a exames clínicos de imagem, pré-operatórios e cirurgias no HOM localizado na Avenida Guadalajara, 766, na Praia Campista, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, tem um caminho a percorrer. Segundo o diretor administrativo da Unidade, Aldo Lopes, o começo é na ESF - Estratégia Saúde da Família, com equipes que funcionam como a "porta de entrada" do SUS, nos postos de saúde dos bairros.

- Todos os atendimentos feitos no HOM são eletivos, não há serviços emergenciais. Os pacientes são encaminhados do posto de saúde dos bairros (ESF). Funciona assim: As pessoas fazem consulta com os clínicos gerais e eles são quem fazem o encaminhamento oftalmológico. O próprio posto de saúde dá entrada no sistema e na fila de espera. Depois a Regulação entra em contato com o paciente, através do whatsapp, marcando a primeira consulta aqui. A partir do primeiro momento que o paciente faz a consulta no HOM nós assumimos o caminho até a cirurgia -, explicou.

Equipe especializada – Para funcionar a contento, o Hospital de Olhos conta com uma equipe especializada de médicos, tais como: Thiago Gadelha, cirurgião especialista em retina e presidente da empresa; Daniel Puertas, diretor clínico e cirurgião de catarata com especialidade em retina; João Paulo Pascotto, clínico geral da oftalmologia e Pedro Monerat, cirurgião oftalmologista, além de enfermeiros, administrativos e jovem aprendiz. “Somos Instituto de Olhos dos Lagos e prestamos serviço à Prefeitura de Macaé, recebendo ainda, repasses do SUS para a realização dos procedimentos. Então, nossos gerentes e subgerentes ficam a Unidade de Araruama/RJ, com ingerência aqui em Macaé”, disse Lopes.

Mapa cirúrgico – De acordo com Aldo Lopes, há um mapa cirúrgico de prioridades para o atendimento. “A gente faz o mapa cirúrgico colocando na fila de prioridade as mulheres e depois os homens. Outro critério é a idade, geralmente, as pessoas acima de 80 anos primeiro e também pessoas com comorbidades como o diabetes, por exemplo. É que para a cirurgia de catarata, o jejum é longo. Os diabéticos ficam muito tempo sem se alimentar e podem começar a passar mal, então, se prioriza o atendimento. Mas, antes das cirurgias é feita uma triagem em todos os pacientes, isto é, aferição dos parâmetros de glicose e pressão para avaliarmos e qualquer alteração detectada a enfermagem informa ao anestesista que avalia se a pessoa poderá ou não fazer a cirurgia naquele momento”, esclarece.

Vale ressaltar que somente os moradores de Macaé com residência fixa têm direito à gratuidade das cirurgias oftalmológicas no Hospital de Olhos. “O sistema não permite que possamos agendar consultas com pacientes que não possuam cartão do SUS cadastrado em Macaé”.

Valores e custos - As cirurgias de pterígio nas clínicas privadas costumam variar de R$ 5.000, enquanto a vitrectomia, mais complexa, tem valores até R$ 20.000. Já a cirurgia de catarata em clínicas privadas no Brasil custa, em média, entre R$3.000 a 15.000 por olho. O valor final é influenciado pelo tipo de lente intraocular (monofocal ou premium/multifocal), uso de tecnologia a laser, honorários médicos e localização da

clínica. O SUS (Sistema Único de Saúde) repassa os valores para a realização de cirurgias de catarata, que são financiados de forma tripartite (União, Estados e Municípios) e geridos pelas prefeituras. Os tipos de lentes usadas na cirurgia de Catarata são as Monofocais, que são mais comuns, focam para longe, mas geralmente exigem óculos para perto.

Conhecendo as cirurgias oftalmológicas

A Catarata é a opacificação (perda de transparência) do cristalino, a lente natural do olho, resultando em visão embaçada, cores desbotadas e sensibilidade à luz. É uma condição indolor, frequentemente ligada ao envelhecimento, que evolui lentamente e pode levar à cegueira reversível se não tratada. O único tratamento eficaz é a cirurgia. 

O Pterígio ocular, popularmente conhecido como "carne no olho" é um crescimento benigno de tecido fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea, a parte transparente do olho. Geralmente tem formato triangular, surge no canto interno (perto do nariz) e é causado principalmente pela exposição crônica à radiação UV, poeira e vento. 

A vitrectomia é uma cirurgia oftalmológica delicada que remove o humor vítreo (gel interno do olho) para tratar doenças graves da retina. Indicada para descolamento de retina, hemorragias e buraco macular, a técnica visa restaurar ou preservar a visão, substituindo o gel por soluções salinas, gás ou óleo de silicone.

Calázio é uma inflamação crônica, geralmente indolor, de uma glândula sebácea na pálpebra (glândula de Meibomius), causando um pequeno nódulo. Diferente do Terçol, que é uma infecção aguda e dolorosa (geralmente bacteriana) na borda da pálpebra, o calázio é um granuloma, muitas vezes endurecido e sem dor após a fase inicial.

_________________________________

Entrevista/Redação/Edição

Lourdes Acosta

Jornalista Profissional / DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 12/04/2026.

Macaé sedia 2ª reunião preparatória à Conferência da Criança e Adolescente

O evento discutiu propostas de atendimento à criança e ao adolescente onde os atores do processo buscam políticas públicas infanto juvenil...

Com o objetivo de consolidar diretrizes municipais para a garantia de direitos em nível regional, estadual e federal, além de monitorar a Política Nacional e preparar para a Conferências Municipal, Regional e Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, cinco municípios do Norte Fluminense estiveram reunidos nesta sexta-feira (10), na sede da 15ª Subseção da OAB/RJ, na Avenida Elias Agostinho, em Macaé.

O evento contou com a participação de representantes de Macaé e mais quatro dos nove municípios do norte fluminense: Campos, Quissamã, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Estiveram presentes o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro (CEDCA/RJ), as Secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro e do Município de Macaé, Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (ACETERJ), Câmara de Vereadores, Conselheiros Tutelares de Macaé e o anfitrião do encontro, o CMDDCA - Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Macaé.

- A segunda reunião preparatória para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente é uma oportunidade de reunir os municípios para que a secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e o Conselho Estadual de Defesa da Criança e Adolescente expliquem aos autores locais como será desenvolvido todo processo conferencial. A nossa ideia é fazer de forma regionalizada para que os municípios que não tenham oportunidade de fazer suas conferencias possam estar integrados conosco em todo esse processo que é uma construção. Então, primeiro nós fazemos uma reunião remota para explicar nosso objetivo e depois fazemos essa reunião preparatória presencial para dialogar com os atores locais – destacou Cláudia Otília, presidente do CEDCA/RJ.

De acordo com Leandro da Silva, presidente do CMDDCA/Macaé, discutir propostas de atendimento à criança e ao adolescente são importantes na medida em que podem se transformar em políticas públicas positivas.

- É sempre uma honra o CMDDCA de Macaé, receber a comitiva do conselho estadual, neste momento de suma importância onde estamos construindo junto aos conselhos municipais de nossa região, a Conferência Regional de Direito da Criança e Adolescente que é uma etapa obrigatória e antecedente à conferencia estadual e que irá acontecer no Rio de Janeiro e posteriormente à conferência nacional que ocorre em Brasília. São momentos onde são estudados nos eixos pertinentes, a política pública de atendimento à criança e adolescente dentro dos seus territórios, com o objetivo de subir até Brasília e se transformarem em deliberações e resoluções do Conselho Nacional de Direito da Criança e Adolescente para sair decretos nacionais, federais editados pelo presidente da república que irão impactar a vida de todas as crianças e adolescentes de nosso país - garantiu.

Durante as discussões, a vereadora Leandra Lopes apresentou uma indicação, propondo a realização de seminários regionais que visem fortalecer a política de atendimento dentro do território, na região norte fluminense como preparativo para a Conferencia Municipal e Regional.

- Sugeri que antes de se falar em conferência regional que começássemos por seminários e fóruns na cidade discutindo as temáticas concernentes à criança e ao adolescente. É sobre o ambiente digital. Que se comece a discutir hoje, no ambiente escolar, nos próprios conselhos tutelares, capacitando servidores, orientadores e educadores do município de Macaé, seja na rede pública ou privada, para que a gente comece realmente a fazer com que a cidade inteira entenda a importância de se cuidar do ambiente digital -, disse, acrescentando ainda, que essa foi uma das propostas à conferência regional para começar alguns eixos de mobilização. “Precisamos reunir com o Ministério Público e com todos os entes que possam participar e alinhar melhor essas ações. Cuidar da criança e do adolescente hoje é garantir o futuro da cidade, é minha missão”.

Outro detalhe levantado durante o evento foi a questão da autonomia dos conselhos de direito no uso do recurso do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), uma conta bancária pública, que deve financiar projetos de proteção e garantia de direitos para menores de 18 anos. Seus recursos advêm de doações (imposto de renda), multas, e repasses públicos, sendo aplicados exclusivamente em ações de promoção, defesa e atendimento a crianças e adolescentes. “A proposta é dar autonomia aos conselhos de direito para a utilização, ou seja, o CMDDCA precisa de um mecanismo para utilizar o recurso atendendo a necessidade de quem precisa. Isso deve ser discutido nas conferências. Essa é a proposta”, assegurou Leandra Lopes.

Para Vivianni Acosta Calil, conselheira de Direito do CMDDCA, representante da instituição governamental (secretaria Municipal de Educação), este foi mais um momento importante de articulação, troca e construção coletiva em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. “Nosso objetivo é consolidar diretrizes apontadas por cada município para a garantia dos direitos da criança e do adolescente em âmbito regional, estadual e federal. Nesta segunda reunião preparatória, Macaé se coloca como anfitriã, oferecendo oportunidade para que os municípios possam se fortalecer politicamente no enfrentamento e na garantia a partir da integração das suas ações”, sintetizou.

No planejamento da Conferencia Regional (Segunda reunião preparatória), o presidente do CMDDCA de Macaé, sugeriu para que seja feito um seminário na Câmara Municipal para em seguida montar o cronograma da Conferencia Municipal. “Na Conferencia Municipal teremos uma novidade que será trazer crianças e adolescente para esse espaço como protagonistas que são, haja vista, que sobre o direito da criança e adolescente quem precisa falar é o próprio sujeito de direito”, finalizou.

______________________

Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911/MA.

Macaé, 10/04/2026.

Escritora radicada em Macaé faz turnê literária pelo Rio de Janeiro

Os encontros são marcados por escuta, pertencimento e troca com o público Selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, Raíla Maciel, a...