Escritora da AML participa de debate sobre inclusão na ROG.e 2026

Thais chamou atenção para a inclusão que acontece no ordinário da vida

A escritora da AML, que lançou neste ano o livro “Dias de Sol”, pela Editora Oficinar, destacou uma das principais mensagens da obra para os leitores sem deficiência...

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a escritora da Academia Macaense de Letras (AML), Thais Pessanha, participou de um painel sobre diversidade, equidade e inclusão em um dos principais palcos da ROG.e, maior evento do setor de óleo, gás e transição energética do Brasil.

Com o tema “DEI – Histórias de virada do jogo e mudanças estruturais ainda necessárias”, o painel ganhou ainda mais visibilidade neste Setembro Verde, mês de conscientização e mobilização em torno dos direitos das pessoas com deficiência.

Thais Pessanha aproveitou a oportunidade para ampliar a discussão sobre deficiência, acessibilidade e capacitismo para novos públicos, a partir de sua atuação na literatura, na educação e no ativismo. A escritora, que lançou neste ano o livro “Dias de Sol”, pela Editora Oficinar, destacou uma das principais mensagens da obra para os leitores sem deficiência.

“Gostaria que percebessem que cada um e cada uma de nós somos responsáveis por fazer a vida de outra pessoa mais inclusiva, pois a inclusão acontece no ordinário da vida: é na fila da padaria, na praia, na farmácia, no cinema, no ambiente de trabalho, no parque, entre outros lugares. E isso acontece no dia a dia, por isso somos responsáveis por tornar isso real”, salientou Thais.

Pensando justamente na diversidade de públicos e na acessibilidade, a obra foi lançada em três formatos: impresso, digital (e-book) e audiolivro. As crônicas são inspiradas em sua trajetória com a Osteogênese Imperfeita e abordam, com humor e sensibilidade, situações do cotidiano relacionadas à deficiência, ao capacitismo e à inclusão. A versão em audiolivro foi produzida pela Ubook e narrada pela atriz Juliana Caldas.

A escritora transformou sua trajetória pessoal em ponto de partida para promover reflexão e transformação social por meio da literatura e da atuação em diferentes frentes. Além de idealizar, curar e mediar o Clube de Leitura Ossos de Pássaro, iniciativa finalista do Prêmio Jabuti 2025, é autora de Sobre Rodas – Um Espírito em Movimento, vencedor do Prêmio Literário Clarice Lispector (2023); embaixadora brasileira do Cordão de Girassol, símbolo internacional voltado à conscientização sobre deficiências raras e ocultas; e confreira da Academia Macaense de Letras.

Também participaram do painel Cristina Pinho, presidente do Instituto Luisa Pinho Sartori; Nathalia Fernandes, jornalista e especialista em Inclusão, Diversidade e Cultura na Alcoa; e Nelson Narciso Filho, Chair da ROG.e e CEO da NNF Energy Consultancy. A moderação foi realizada por Denise Santos, Commercial Lead de Supply Chain na Shell.

A ROG.e é promovida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e aconteceu de 21 a 24 de setembro de 2026, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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Por Andréa Pessanha – Jornalista/Escritora

Assessoria da Academia Macaense de Letras (AML)

Edição: Jornalista/ Escritora Lourdes Acosta

Macaé, 26/09/2026.

Escritores da AML participam da 11ª Flic

Autores macaenses na Flic

O lançamento da Antologia Poética Flores Literárias da 11ª Flic de Cabo Frio reuniu escritores, poetas e artistas da Região, além de leitores e famílias, em atividades voltadas para literatura, música, arte e cultura...

Os escritores da Academia Macaense de Letras (AML) Héverton Quintes e Lourdes Acosta participaram da 11ª Flic (Festa Literária Cabo-Friense), que ocorreu da quinta-feira (17/9) a sábado (19/9), na Praça da Cidadania, em Cabo Frio-RJ. O evento reuniu escritores, poetas, artistas, leitores e famílias, em atividades voltadas para literatura, música, arte e cultura.

Na ocasião, Héverton que também é pedagogo, recebeu a medalha de mérito cultural ‘Flores Literárias – 10 Anos’. “Isso me incentivou a continuar acreditando na literatura, na educação e na cultura como caminhos de construção social”, frisou. Ele participou do lançamento da Antologia Poética Flores Literárias e agradeceu ao Coletivo Cultural homônimo e a escritora Jaqueline Brum pelo reconhecimento.

Palavras: clímax de sensibilidade

Segundo a escritora, jornalista e historiadora Lourdes Acosta, sua participação nesta festa literária foi como estreante em momentos entremeados por textos, onde a palavra se tornou clímax de sensibilidade e ensinamento, abarcando a literatura e promovendo memórias, histórias e sonhos. “Foi com imenso prazer que tomei parte como coautora dessa apoteose de alegria, celebrando a literatura, a arte e a cultura”, ressalta ela.

O evento teve a contribuição dela via poema “No jardim do nosso tempo” (Para Oswald In Memoriam). Sua participação no coletivo poético refletiu seu livro “Aos Trancos e Barrancos foi o Nosso Amor”, que coloca a literatura como arte guardiã da Língua Portuguesa. Como contam suas páginas, a cultura tem a missão de preservar a história, a memória e as raízes de um povo. 

Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência

Lourdes lembra que nesta segunda-feira (21/9) comemora-se o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência. “É meu dever como jornalista dizer que é tempo de fortalecer os direitos e promover a inclusão social e a acessibilidade”, pontua, acrescentando que toda a sociedade tem de fazer a sua parte: os órgãos institucionais devem efetuar políticas públicas, objetivando a inclusão social das pessoas integrantes deste segmento da população.

- Nós os cidadãos, não podemos nos excluir de combater ativamente o capacitismo (discriminação na qual se desconsidera a capacidade da pessoa com deficiência). Temos de exigir igualdade de oportunidades no cotidiano. Isso para garantir que pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida possam usar espaços e transportes, além de usufruir de informações e serviços com segurança e autonomia. Falo por experiência própria, pois sou deficiente auditiva (uso aparelho de surdez) e tenho mobilidade reduzida por causa das artroses nos joelhos (uso bengala) -, conclui Acosta.

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Redação: Alexandre Bordalo - Jornalista/Escritor AML (cadeira 11).

Edição: Lourdes Acosta - Jornalista (DRT/MTE 911 MA) Escritora AML (cadeira 37)

Macaé, 21/09/2026.

Raíla Maciel encerra turnê literária com apresentação poética inédita no Festival Macaé de Cultura e Gastronomia

Em Grussaí, Raíla encerrou a turnê do Sesc RJ


A escritora e jornalista levou os poemas de seu livro de estreia para o festival e encerrou uma turnê de dez localidades do Rio de Janeiro...

A escritora e jornalista Raíla Maciel encerrou, na última sexta-feira (11), a turnê de lançamento de seu primeiro livro com uma apresentação poética inédita na orla da Praia dos Cavaleiros, durante o 15º Festival Macaé de Cultura e Gastronomia. Intitulada Eu Nunca Falei Sobre Isso em Versos, a apresentação levou para além das páginas os poemas publicados na obra de estreia da autora e integrou a programação da Secretaria Municipal de Cultura no festival.

O encerramento da turnê, no entanto, começou ainda pela manhã, em Grussaí, onde Raíla realizou uma roda de conversa com jovens estudantes de escolas públicas da região. Foi o último encontro de um ciclo que passou por dez localidades do estado do Rio de Janeiro, aproximando a obra de diferentes públicos e, especialmente, de espaços de formação.

“Sou fruto da educação pública. Meu primeiro livro foi feito com recursos públicos e tenho consciência da responsabilidade que isso traz. Encerrar a turnê de Eu Nunca Falei Sobre Isso conversando novamente com estudantes foi mais um presente que essa jornada me trouxe. Com esses jovens, falo sobre os sonhos que nos movem e sobre a importância de reaprender a confiar neles”, afirma Raíla.

Para a escritora, a circulação também dimensiona o impacto que a publicação do primeiro livro teve em sua trajetória. “Eu sempre falo de sonhos ousados, mas não poderia imaginar que esse me levaria tão longe. Esse livro foi um divisor de águas. Ele veio com tanta força que abriu portas maravilhosas para mim, como a Academia de Letras de Macaé, uma Bienal, essa turnê e ainda outras oportunidades que estão se desenhando”, conta.

Contemplada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, a turnê teve produção do artista macaense Zuza Zapata e percorreu unidades e espaços culturais do estado, ampliando o alcance de uma obra que parte da experiência pessoal para tratar de memória, identidade, ancestralidade, racismo, pertencimento e das experiências de mulheres negras.

“Produzir a turnê de Raíla Maciel foi uma experiência profundamente enriquecedora. Pegar a estrada, atravessar tantos lugares e levar uma literatura tão potente ao encontro de diferentes públicos tornou essa jornada ainda mais especial. Acompanhar de perto uma artista que tem tanto a dizer sobre sua obra, sua trajetória e o mundo que a atravessa foi um grande privilégio. Uma experiência daquelas que permanecem com a gente mesmo depois que a estrada termina. Que venham muitas outras”, afirma Zuza Zapata.

Sobre a autora

Natural de São Luís (MA), Raíla Maciel vive em Macaé há cerca de dez anos e é a associada mais jovem da Academia Macaense de Letras, onde ocupa a cadeira 17, cujo patrono é Ezequiel Campos. Jornalista, escritora e poeta, construiu sua trajetória entre a comunicação e a literatura, com uma produção marcada pela aproximação entre experiência vivida e criação literária.

Além de Eu Nunca Falei Sobre Isso, sua produção inclui participações em antologias, entre elas Mora na Filosofia, publicação realizada a partir da FLUP e da Malê, e Devotos: a encruzilhada entre Jorge e Ogum, da Flyve. Sua escrita transita por memória, identidade, ancestralidade e experiências de mulheres negras, articulando literatura, território e vida cotidiana.

A turnê de lançamento de Eu Nunca Falei Sobre Isso foi contemplada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, com produção de Zuza Zapata. Já a apresentação no Festival Gastronômico foi uma convocação via credenciamento municipal de artistas.

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Redação: Raíla Maciel

Jornalista/Escritora

Edição: Lourdes Acosta

Jornalista/Escritora

DRT/MTE 911 MA)

Macaé, 14/09/2026.

AML abraça o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio com campanha literária

A campanha já foi lançada

Com o tema “Escrever para Viver: Palavras que Acolhem”, convida seus acadêmicos, leitores e toda a sociedade a participarem dessa corrente de cuidado e respeito à vida...

Esta quinta-feira, 10 de setembro marca o “Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio”, uma data que reforça a importância de falar sobre o tema de forma responsável, acolhedora e sem julgamentos. O evento está inserido na ação “Setembro Amarelo 2026: se precisar, peça ajuda!”. Em alusão ao Dia a Academia Macaense de Letras (AML) abraça o evento e prossegue com uma campanha de conscientização, iniciada no começo deste mês. Trata-se do tema “Escrever para Viver: Palavras que Acolhem”.

O objetivo é a prevenção ao suicídio e convida seus acadêmicos, leitores e toda a sociedade a participarem dessa corrente de cuidado e respeito à vida. Durante todo o mês de setembro, a ação coletiva contará com poemas falados gravados pelos próprios acadêmicos de letras em suas redes sociais e compartilhados nos canais oficiais da AML, além de uma parceria inédita com profissionais da saúde mental que expressarão o acolhimento por meio da poesia.

- Acreditamos na força da palavra como espaço de escuta, reflexão e acolhimento. Um poema, uma conversa, uma mensagem ou simplesmente a disposição para ouvir podem aproximar pessoas em momentos de silêncio e dificuldade. O suicídio é uma importante questão de saúde pública e pode afetar pessoas de diferentes idades, realidades e condições sociais. Por isso, a prevenção é uma responsabilidade de todos nós -, ressalta a presidente da AML, Mariúcha Correa.
Alinhada ao seu pilar social de transformação humana e compromisso com a saúde emocional da sociedade, a AML utiliza a literatura como ferramenta de acolhimento. A campanha tem como objetivo sensibilizar os acadêmicos para disseminação de mensagens de resiliência através de conteúdos audiovisuais e integrar o saber técnico à sensibilidade literária, visando promover a valorização da vida através das palavras.

Na opinião da escritora e acadêmica de letras, Kátia Teixeira, sentada na cadeira 16, cujo patrono é César Tinoco, que já está engajada na luta e produziu uma prosa sobre Setembro Amarelo, este é um mês de múltiplas expressões. “Muito além da prevenção ao suicídio, este é um período dedicado à valorização da vida, com amorosidade, empatia e acolhimento. Cuidar da saúde mental é um gesto contínuo de afeto e atenção com quem amamos e conosco mesmos. Afinal, o cuidado é a ponte que conecta, fortalece e salva vidas”, ressaltou, informando que irá gravar um vídeo fazendo a leitura do texto autoral.

Prevenir ainda é o melhor remédio - Setembro Amarelo surgiu com a ideia de quebrar tabus, reduzir estigmas, estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda. O tema busca lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho. A AML, focada em literatura pode ser uma ferramenta poderosa e complementar no cuidado da saúde mental e se coloca como um espaço de acolhimento, socialização e expressão emocional.

Dados sobre suicídio - Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama, guerras e homicídios. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a terceira causa e morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades.

No Brasil, 12,6% por cada 100 mil homens, em comparação com 5,4% por cada 100 mil mulheres, morrem devido ao suicídio. As taxas entre os homens são geralmente mais altas em países de alta renda (16,6% por 100 mil). Para as mulheres, as taxas de suicídio mais altas são encontradas em países de baixa média renda (7,1% por 100 mil).

Se você precisar conversar, existe uma entidade independente, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional 24 horas por dia e pode ser acessado através do telefone 188 ou no site www.cvv.org.br. Para saber mais, acesse www.setembroamarelo.org.br.

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Lourdes Acosta

Jornalista (DRT/MTE 911 MA)

Escritora AML (cadeira 37)

Macaé, 09/09/2026.

Escritores de Macaé levam literatura regional para a Bienal de São Paulo

Escritores marcam presença na bienal paulista

Os autores de Macaé/RJ, celebram na Bienal a literatura e a cultura, com sessões de autógrafos, lançamentos de antologias e livros

Escritores da Academia Macaense de Letras participam da 28º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que está acontecendo desde o último dia 4 e vai até o próximo 13, no Distrito Anhembi. A edição deste ano reúne 269 expositores e tem a expectativa de receber mais de 700 mil visitantes, sendo o maior evento literário da América Latina e um dos mais relevantes encontros do livro, da cultura e da economia criativa no cenário internacional.

Os autores de Macaé/RJ, Rildo Loureiro, Héverton Quintes, Daiana de Souza, Margarete Monteiro e Andrea Pessanha celebram na Bienal de São Paulo, a literatura e a cultura, participando de sessões de autógrafos, lançamentos de antologias e exposição de seus livros.

Três escritores da AML apresentam uma obra coletiva em que a poesia é o ponto de encontro. Rildo Loureiro (poeta, professor, psicólogo e psicanalista); Héverton Quintes (professor, poeta) e Andrea Pessanha (jornalista e letróloga com especializações em literatura brasileira, cultura Afro-Brasileira e Indígena) são coautores da antologia poética “Alma em Palavras V”, da Editora Conejo e celebram o lançamento da obra.

- Estar na Bienal do Livro de São Paulo tem sido uma experiência muito especial. É impressionante estar em um espaço dessa dimensão, cercado por livros, autores, editoras e, principalmente, por tantos leitores. A Bienal é realmente um grande ponto de encontro de quem vive e acredita na literatura. Desta vez, a experiência tem um significado ainda maior para mim, porque não estou aqui somente como visitante. Vim participar do lançamento da antologia. Ver um texto nosso materializado em livro e sendo apresentado em um evento dessa importância traz um sentimento muito bonito de realização e pertencimento -, pontuou o professor e acadêmico Héverton Quintes

A prata da casa macaense de letras que foi levar a literatura produzida em nossa região para a bienal paulista, fazendo lançamento de livro e autografando é formada pelas acadêmicas Daiana de Souza e Margarete Monteiro. Daina, que é roteirista, escritora e professora mestra em História, autografou no estande E80, da Editora Malê, neste 7 de setembro, o infantojuvenil “Jornal dos Tigres”. A professora, pedagoga, psicopedagoga e diretora geral do Liceu de Humanidades de Campos, Margarete, faz o lançamento de sua nova obra: “Senzala: feridas abertas”, pela editora Scortecci.

- Estou pela segunda vez aqui na Bienal do Livro de São Paulo. Este evento é uma ótima oportunidade para encontrar leitores, autores, editores, estreitar laços e construir novas relações no mercado editorial -, disse Daina, roteirista dos curtas e autora de narrativas que colocam no centro as experiências, afetos e resistências de pessoas negras. Ela constrói histórias que transitam entre drama e verdade, criando personagens marcantes e potentes, a partir de Macaé.

Para a escritora Margarete, a bienal é um momento ímpar de muita literatura. “A senzala não ficou no passado. E é com imensa alegria, que anuncio minha nova obra pela Scortteci Editora. Neste livro, mergulho nas memórias e nas vivências que revelam como a escravidão moldou o Brasil, e como ela continua viva nas relações de poder, no racismo e na exclusão. Este livro foi inspirado no pé de jambo do Liceu de Humanidades de Campos e nas paredes que viram a nossa história, esta é uma obra sobre dor, memória, resistência e futuro. Aqui, a senzala fala. E, quando ela fala, o Brasil inteiro é chamado a ouvir", ressaltou.

Sobre a AML - A instituição fundada em 1963, por Antonio Alvarez Parada (autor do hino de Macaé), carinhosamente conhecido como Tonito, foi reativada em 2025, ano do seu centenário, marcando um novo e importante capítulo de sua história, consolidando-se como símbolo de tradição literária e compromisso com a cultura de Macaé.

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Lourdes Acosta - Jornalista (DRT/MTE 911 MA)

Escritora/acadêmica da AML Cadeira 37

Macaé, 09/09/2026.

Conselho saúde é empossado com grade completa

empossados com grade completa pela primeira vez


O conselho foi composto por 14 vagas da sociedade; sete de trabalhadores da saúde e sete de integrantes do segmento gestor prestador... 

Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (26), no auditório do Sindipetro-NF, foram empossados os 56 novos membros do Conselho Municipal de Saúde (titulares e suplentes) de Macaé, que atuarão no biênio 2026-2029. Formado por membros voluntários da sociedade civil organizada, o conselho tem função de fiscalizar, acompanhar e deliberar sobre as ações da Secretaria de Saúde e encaminhar denúncias e propostas para melhorar a gestão da área.

A cerimônia contou com a presença da secretária de Saúde, Simone Rodrigues, que representou o poder público e da presidente do Conselho Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (CES/RJ), Daniele Moretti, que na oportunidade disse estar feliz por essa grade completa de Macaé e desejou um excelente mandato para que todos possam cumprir o seu papel. “Tomar posse do seu papel significa assumir o compromisso”, pontuou.  

Para garantir a representatividade de vários setores da sociedade, o conselho foi composto por 25% - 14 vagas de usuários do sistema de saúde (sociedade em geral); 25% - sete vagas de trabalhadores da saúde, e outros 25% - sete vagas de integrantes do segmento gestor prestador.

Durante a posse, a secretária municipal de Saúde, Simone Rodrigues, que é especialista em gestão da Qualidade em Saúde e em Gestão do SUS, destacou a importância do ser conselheiro, conclamando-os a serem atuantes e colocando aberta as portas da secretaria de Saúde.

- Precisamos construir juntos e cada vez mais discutir as políticas públicas, pois cada decisão tem um usuário por trás e o usuário do SUS é o cliente mais importante. Ser conselheiro é ser participativo e sua função é voluntária. Então, parabenizo

a todos que se colocaram à disposição para trabalhar neste propósito, sabendo que a porta da saúde estará sempre aberta ao planejamento corporativo -, destacou.

O novo conselho terá a presidência de Roberta Magalhães, que representa o segmento gestor (Semusa); terá como vice-presidente, Benes Júnior (do segmento usuário - Sindipetro/NF); e como primeiro e segundo secretários, respectivamente, Stéfani Conceição (segmento usuário – Cebes) e Wisley Almeida (segmento profissional - Coren RJ).

A presidente empossada, Roberta Magalhães, contou aos participantes a atuação e o processo democrático para chegar à grade completa, pela primeira vez, em quase duas décadas de luta. “É gratificante assumir com uma grade completa. Nós trabalhávamos com a composição de 20, mas conseguimos superar os entraves e agora temos 56 representantes. Precisamos arregaçar as mangas e continuar um trabalho que já não foi pouco no último mandato de dois anos. Agora, a gente tem três anos e o mais importante é a alternância entre os segmentos. Sigo o primeiro ano na presidência, mas, até 2028 passo para o segmento usuário, que depois passa para o segmento profissional”, ressaltou.

Veja abaixo a lista dos conselheiros titulares e suplentes empossados:
Segmento usuários (25%) - 14 vagas: Débora Prazeres, Vania Tolipan, Yasmyn Santos, Stéfani Conceição, Iza Santana, Luciana Thomaz, Fabiana Xavier, Marilene Fernandes, Juan Gabriel, Marina Frouche, Nayara Sousa, Andréia Pires, Naydelin do Espírito Santo, Carlos Martins, Edilson Rodrigues, Rodrigo Soares, Beatriz Moreira, Ricardo Sampaio, Antonio Pereira, Benes Junior, Eider Siqueira, Miriam Queiroz, Lourdes Almeida, Magno Rocha, Sebastião Piraí, Isabela Meireles, Rosana Feliciano, Tatiana de Oliveira e Michelle Tavares.

Segmento trabalhadores da saúde (25%) - 7 vagas: Rejane Reis, Márcia Ramalho, Monica Pimentel, Wisley Almeida, Claudiane Vieira, Jorge Costa, Fabrine Albuquerque, Alessandro Santos, Saulo Elias, Maristela Dias, Silmar da Silva, Amanda Ferreira, Jociellen Batista.

Segmento gestor/prestador (25%) - 7 vagas: Roberta Magalhães, Eliane Santos, Nathalia Piotto, Ana Carolina, Gabriela Santos, Tamara Pontes, Beatriz Azevedo, Vivianni Acosta, Sabrina Rangel, Dayana Pimentel, Fernanda Aguiar, Débora Fagundes, Valéria Servino e Sérgio Pina.

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Lourdes Acosta

Jornalista/Escritora

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 26/08/2026.

Macaé em versos e memórias ilumina o museu da cidade

O evento coloriu a manhã acinzentada do sábado com arte e poesia

O Sarau Literário “Macaé em Versos e Memórias”, reuniu escritores, leitores, artistas, famílias e pessoas que acreditam na força da palavra e da cultura 

Na manhã do último sábado (22), a arte e o ciclo da vida se encontraram. É que mesmo estando nublado, em tempo de inverno, o Solar dos Mellos – Museu da Cidade, ficou iluminado. A primavera se aproximou trazendo suas pétalas coloridas de poesias, prosas, contação de histórias e lendas, despertando sentimentos, amor, recomeços e a beleza efêmera da estação. A data marcou o Sarau Literário “Macaé em Versos e Memórias”, que reuniu escritores, leitores, artistas, famílias e pessoas que acreditam na força da palavra e da cultura.

O evento, promovido pela Academia Macaense de Letras (AML), integrou a programação comemorativa pelos 213 anos de Macaé e foi aberto pela primeira mulher eleita presidente da instituição, a escritora e acadêmica Mariúcha Corrêa. Ela conta o significado do Sarau. 

- Foi muito significativo para os membros da AML e para população macaense. Tivemos uma manhã leve, criativa e com grandes trocas artísticas. A arte aproxima e nos coloca em um lugar de memória - de resgate e de construção! Nesse sentido, a Academia Macaense de Letras vem cumprindo sua missão: fomentar a literatura, incentivar a formação de leitores e preservar o legado cultural, a memória e a história de Macaé e da região fluminense -, ressaltou.

Durante o Sarau, o acadêmico de letras Rildo Loureiro, representando a diretoria da AML, conduziu a solenidade da posse de duas acadêmicas: Jornalistas Raíla Maciel e Adriana Bacelar. 

O público presente contou com uma programação diversificada: contação de histórias, lendas, declamação de poesias e prosas relacionadas a Macaé, relatos de memórias, produção cultural, exposições de obras de arte e dos livros dos acadêmicos de letras. A animação ficou por conta de Lita Lopes (cantora macaense) e Luís Monteiro (violão). 

No burburinho cultural do evento, ‘subiram ao palco’ diversos escritores partilhando poesias, prosas, textos, lenda e cordel. Dentre eles estiveram ⁠Thaís Pessanha, (leu o poema do acadêmico Héverton Quintes “Entre a Serra e o Mar”); ⁠Sandra Wyatt (poema de cosmovisão); ⁠Gil Lourenço (poesia “Utopia Atemporal”); ⁠Mariúcha Correa (poema “Identidade”); Rildo Loureiro (poema Alma em palavras); ⁠Alexandre Bordalo (poesia Macaé); ⁠Lourdes Acosta (prosa “Meu Tributo à Macaé”, com a participação especial do neto Daniel Henry); ⁠Kátia Teixeira (Lenda “Papa-lambida”); ⁠Ana Paula Mattos (Macaé em cordel, do professor Aldo Cesar Vasconcelos); ⁠Raíla Maciel (poesia Vivaz  e registrou todo o evento midiático); ⁠Aurora Pacheco (poesias da serra macaense - Sana, Bicuda e Glicério) e Gerson Dudus (poesia de sua autoria). Além dos acadêmicos, os convidados utilizaram o “Microfone Aberto” para mandarem seu recado: Zuza Zapata (poesia “Amor só não basta”, de Drumond); ⁠Arthur Lahmann, aluno da rede municipal (poesia “Macaé, minha terra querida!”); Flávia Regina Oliveira, autora carioca (relato sobre suas obras e o interesse em participar da AML) e Pedro Lourenço, de 13 anos de idade (declamação de um poema autoral).

Na exposição das obras literárias, o Sarau contou com a presença da escritora e ambientalista, Ana Paula Souza Filgueira, de Carapebus, que abrilhantou o evento com títulos voltados à educação ambiental e ao universo infantil, incluindo o livro “Guto vai às Unidades de Conservação”, que lhe rendeu um reconhecimento literário internacional.

A educadora e contadora de história, Kátia Teixeira, narrou aos presentes a lenda urbana e folclórica, típica da cidade de Macaé, a “Papa Lambida”, discorrendo sobre um vendedor humilde que andava pelas ruas do centro da cidade vendendo tabuleiros de papa de milho. Para ela, participar deste Sarau foi viver um momento de pertencimento, de alegria e de profunda emoção. “Celebrar a nossa Macaé por meio das histórias, da poesia, da memória e da cultura, foi muita emoção, algo muito especial. Cada palavra compartilhada, cada história evocada e cada encontro ajudou a construir uma manhã luminosa e cheia de afetos e significados”, pontuou.

Já a escritora acadêmica Gabriela Oliveira, que participou do Sarau com a exposição de seus livros, foi enfática ao apontar o significado do Sarau. “Foi uma manhã de trocas, histórias, livros, memórias e afetos. A literatura não vive apenas nas páginas, mas também nos encontros que ela provoca. Fiquei muito feliz por fazer parte desse movimento e por dividir esse espaço com tantos autores e pessoas que ajudam a manter viva a produção literária de Macaé -, destacou, sendo completada pela acadêmica recém-empossada Raíla Maciel. “O sarau foi um presente da AML para os amantes da literatura. Coloriu a manhã acinzentada de sábado com muita arte! Foi um momento de encontro e de pulsar da criatividade”, assegurou.

Na ocasião foram sorteados três livros cedidos pelas autoras Sandra Wyatt – “Macaé em verso”, Thais Pessanha – “Dias ao Sol” e Lourdes Acosta – “Aos trancos e barrancos foi o nosso amor”. Os contemplados foram: Lúcia Tomaz, Janaína Piroze e Daniel Henry.

Quem é a AML - A Academia Macaense de Letras (AML), fundada em 1963, por Antonio Alvarez Parada, carinhosamente conhecido como Tonito, ao lado de importantes nomes da cena intelectual e cultural macaense da época, foi reativada em 2025, após 62 anos de existência. Composta por 40 escritores, vem desenvolvendo ações voltadas ao incentivo e à valorização da literatura no município. Para a realização do sarau a AML contou com o apoio da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura.

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Lourdes Acosta

Jornalista e Escritora

Macaé, 23/08/2026. 

Escritora da AML participa de debate sobre inclusão na ROG.e 2026

Thais chamou atenção para a inclusão que acontece no ordinário da vida A escritora da AML, que lançou neste ano o livro “Dias de Sol”, pela ...