Macaé sedia 2ª reunião preparatória à Conferência da Criança e Adolescente

O evento discutiu propostas de atendimento à criança e ao adolescente onde os atores do processo buscam políticas públicas infanto juvenil...

Com o objetivo de consolidar diretrizes municipais para a garantia de direitos em nível regional, estadual e federal, além de monitorar a Política Nacional e preparar para a Conferências Municipal, Regional e Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, cinco municípios do Norte Fluminense estiveram reunidos nesta sexta-feira (10), na sede da 15ª Subseção da OAB/RJ, na Avenida Elias Agostinho, em Macaé.

O evento contou com a participação de representantes de Macaé e mais quatro dos nove municípios do norte fluminense: Campos, Quissamã, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Estiveram presentes o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro (CEDCA/RJ), as Secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro e do Município de Macaé, Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (ACETERJ), Câmara de Vereadores, Conselheiros Tutelares de Macaé e o anfitrião do encontro, o CMDDCA - Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Macaé.

- A segunda reunião preparatória para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente é uma oportunidade de reunir os municípios para que a secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e o Conselho Estadual de Defesa da Criança e Adolescente expliquem aos autores locais como será desenvolvido todo processo conferencial. A nossa ideia é fazer de forma regionalizada para que os municípios que não tenham oportunidade de fazer suas conferencias possam estar integrados conosco em todo esse processo que é uma construção. Então, primeiro nós fazemos uma reunião remota para explicar nosso objetivo e depois fazemos essa reunião preparatória presencial para dialogar com os atores locais – destacou Cláudia Otília, presidente do CEDCA/RJ.

De acordo com Leandro da Silva, presidente do CMDDCA/Macaé, discutir propostas de atendimento à criança e ao adolescente são importantes na medida em que podem se transformar em políticas públicas positivas.

- É sempre uma honra o CMDDCA de Macaé, receber a comitiva do conselho estadual, neste momento de suma importância onde estamos construindo junto aos conselhos municipais de nossa região, a Conferência Regional de Direito da Criança e Adolescente que é uma etapa obrigatória e antecedente à conferencia estadual e que irá acontecer no Rio de Janeiro e posteriormente à conferência nacional que ocorre em Brasília. São momentos onde são estudados nos eixos pertinentes, a política pública de atendimento à criança e adolescente dentro dos seus territórios, com o objetivo de subir até Brasília e se transformarem em deliberações e resoluções do Conselho Nacional de Direito da Criança e Adolescente para sair decretos nacionais, federais editados pelo presidente da república que irão impactar a vida de todas as crianças e adolescentes de nosso país - garantiu.

Durante as discussões, a vereadora Leandra Lopes apresentou uma indicação, propondo a realização de seminários regionais que visem fortalecer a política de atendimento dentro do território, na região norte fluminense como preparativo para a Conferencia Municipal e Regional.

- Sugeri que antes de se falar em conferência regional que começássemos por seminários e fóruns na cidade discutindo as temáticas concernentes à criança e ao adolescente. É sobre o ambiente digital. Que se comece a discutir hoje, no ambiente escolar, nos próprios conselhos tutelares, capacitando servidores, orientadores e educadores do município de Macaé, seja na rede pública ou privada, para que a gente comece realmente a fazer com que a cidade inteira entenda a importância de se cuidar do ambiente digital -, disse, acrescentando ainda, que essa foi uma das propostas à conferência regional para começar alguns eixos de mobilização. “Precisamos reunir com o Ministério Público e com todos os entes que possam participar e alinhar melhor essas ações. Cuidar da criança e do adolescente hoje é garantir o futuro da cidade, é minha missão”.

Outro detalhe levantado durante o evento foi a questão da autonomia dos conselhos de direito no uso do recurso do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), uma conta bancária pública, que deve financiar projetos de proteção e garantia de direitos para menores de 18 anos. Seus recursos advêm de doações (imposto de renda), multas, e repasses públicos, sendo aplicados exclusivamente em ações de promoção, defesa e atendimento a crianças e adolescentes. “A proposta é dar autonomia aos conselhos de direito para a utilização, ou seja, o CMDDCA precisa de um mecanismo para utilizar o recurso atendendo a necessidade de quem precisa. Isso deve ser discutido nas conferências. Essa é a proposta”, assegurou Leandra Lopes.

Para Vivianni Acosta Calil, conselheira de Direito do CMDDCA, representante da instituição governamental (secretaria Municipal de Educação), este foi mais um momento importante de articulação, troca e construção coletiva em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. “Nosso objetivo é consolidar diretrizes apontadas por cada município para a garantia dos direitos da criança e do adolescente em âmbito regional, estadual e federal. Nesta segunda reunião preparatória, Macaé se coloca como anfitriã, oferecendo oportunidade para que os municípios possam se fortalecer politicamente no enfrentamento e na garantia a partir da integração das suas ações”, sintetizou.

No planejamento da Conferencia Regional (Segunda reunião preparatória), o presidente do CMDDCA de Macaé, sugeriu para que seja feito um seminário na Câmara Municipal para em seguida montar o cronograma da Conferencia Municipal. “Na Conferencia Municipal teremos uma novidade que será trazer crianças e adolescente para esse espaço como protagonistas que são, haja vista, que sobre o direito da criança e adolescente quem precisa falar é o próprio sujeito de direito”, finalizou.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911/MA.

Macaé, 10/04/2026.

Petrobras assina contratos de novos projetos socioambientais na Bacia de Campos

Investimento de R$ 25,4 milhões beneficiará comunidades de sete municípios entre 2025-2029

A Petrobras investirá R$ 25,4 milhões em quatro novos projetos socioambientais na Bacia de Campos entre 2025 e 2029. As iniciativas nas áreas de desenvolvimento econômico sustentável, oceanos e educação beneficiarão comunidades de sete municípios da região, reforçando o compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável das áreas onde atua.

A Companhia promoveu, na manhã desta terça-feira (24), a assinatura simbólica dos contratos na Base de Imbetiba, em Macaé, no auditório Caseli, com a presença do Gerente Executivo de Responsabilidade Social, José Maria Rangel, do Gerente-Geral da Bacia de Campos, Guilherme Sargenti, e dos gerentes de Cabiúnas, Alisson Cardoso Gomes da Silva e TermoMacaé, Cláudio Bezerra de Carvalho, além do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, comunidade e instituições selecionadas.

Os projetos aprovados por meio da seleção pública do Programa Petrobras Socioambiental contemplam importantes linhas de atuação voltadas ao desenvolvimento das comunidades locais. O programa possui linhas temáticas que incluem Desenvolvimento Econômico Sustentável, Educação e Oceanos, focando em geração de renda, capacitação profissional, atividades educacionais e conservação ambiental, com prioridade para comunidades tradicionais e regiões de atuação da companhia.

Na linha de atuação Desenvolvimento Econômico Sustentável, o projeto Aquaponia para Todos: Sustentabilidade Comunitária - RJ, desenvolvido pelo Instituto Teia para Desenvolvimento Socioambiental e Cultural, busca promover a segurança alimentar, a educação ambiental e o desenvolvimento comunitário sustentável, proporcionando um espaço inovador que integra a produção de alimentos através da aquaponia com programas educacionais e atividades de engajamento comunitário. O projeto prevê a realização de feiras itinerantes de bioeconomia, fortalecimento de negócios e iniciativas locais, a instalação de um centro de aquaponia sustentável e apoio na comercialização de hortaliças e pescado produzidos pelas comunidades apoiadas. Assim, espera-se capacitar as comunidades locais para se tornarem agentes ativos na construção de um futuro mais próspero, resiliente e ecologicamente consciente. Os municípios atendidos são Macaé, São João da Barra e Rio das Ostras.

Também na linha de Desenvolvimento Econômico Sustentável, o projeto Campo – Cidade: Geração de Renda e Sustentabilidade - RJ, da Escola Estadual de Formação e Capacitação a Reforma Agrária (ESESF), tem como objetivo fortalecer a geração de renda a partir de modelos produtivos sustentáveis no âmbito da agroecologia e economia solidária, com geração de tecnologias sociais, apoio à comercialização e capacitação em áreas urbanas, periurbanas e rurais das comunidades atendidas. Estão previstos a implantação de Centros de Capacitação em Geração de Renda Popular (CEGEP), que promoverão capacitação em 30 cursos; realização de feiras da economia solidária para que empreendedores da economia solidária e agricultura familiar possam comercializar a sua produção; e a construção de Agroindústria de Processamento Vegetal para que os produtores possam agregar valor à sua produção de frutas, tubérculos, legumes, entre outros. Os municípios atendidos são Macaé, São João da Barra e Campos dos Goytacazes.

Na linha de atuação Oceano, o projeto Costão Rochoso – RJ, desenvolvido pela Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento, tem como objetivo principal a conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, especialmente os costões rochosos da costa fluminense, promovendo a gestão sustentável dos recursos marinhos e o engajamento da comunidade local. As ações incluem monitoramento da biodiversidade, capacitação de moradores e profissionais em práticas sustentáveis, educação ambiental, sensibilização sobre mudanças climáticas, e iniciativas para geração de renda, como produção de biotintas e formação de marinheiros auxiliares de convés. O projeto também busca fortalecer a interação entre pesquisa e sociedade, com atividades como oficinas educativas, palestras, exposições itinerantes e eventos de limpeza de praias. O projeto conta com parcerias formais com instituições como ICMBio, UENF e UFF e atenderá os municípios de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios.

Na linha de atuação Educação, o projeto Treinando Estrelas - RJ, da AVSI BRASIL, tem como missão proporcionar acesso ao desenvolvimento integral e à inclusão socioeducacional para crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 15 anos. Por meio de oficinas de atividades esportivas como capoeira, natação, jiu-jitsu e futsal, das oficinas socioambientais e do fortalecimento da rede de proteção familiar, escolar e comunitária, o projeto visa iniciar uma transformação positiva no público atendido, promovendo crescimento pessoal, protagonismo, autocuidado, autoproteção e consciência social. O município atendido é Macaé.

Esses projetos irão se somar à carteira de projetos socioambientais de natureza voluntária que a companhia já possui na região. No caso dos projetos sociais, há outros 7 já vigentes na área de abrangência da Bacia de Campos, que atuam com temáticas como capacitação profissional com foco na ampliação de oportunidades de empregabilidade, ensino de música orquestral, preservação do patrimônio imaterial fluminense e educação de crianças e jovens de comunidades tradicionais, fortalecimento de políticas públicas voltadas à Primeira Infância e à promoção da garantia dos direitos de crianças e adolescentes sob ameaça ou em situação de exposição a estresse tóxico no âmbito da convivência familiar. Também estão em execução outros 7 projetos que atuam com temáticas ambientais, como proteção dos oceanos, com ênfase na recuperação e conservação de espécies ameaçadas (como albatrozes, petréis, baleias jubarte, budiões, cavalos marinhos e raias-manta), restauração de ambientes coralíneos, recuperação de áreas de manguezal, sensibilização das pessoas por meio de práticas socialmente justas e de menor impacto ambiental, incluindo diversas ações de educação ambiental em escolas públicas, assim como geração de conhecimento científico com participação de jovens pesquisadores, fortalecimento de políticas públicas e geração de emprego e renda via Ecoturismo.

Garantindo acessibilidade digital e reforçando laços e compromisso social da Petrobras com a comunidade, foram doados 65 notebooks recondicionados para as seguintes Organizações da Sociedade Civil: ARNVC (Associação Regional Núcleo de Vigilância Cidadã) – 20 notebooks; UNAMAMA – 20 notebooks; Instituto Acesso – 20 notebooks; e Assentamento Celso Daniel – 5 notebooks. Esta doação faz parte de uma iniciativa mais ampla da Petrobras, que nesta etapa entregará cerca de 8 mil notebooks recondicionados para escolas públicas municipais de oito estados e instituições do terceiro setor que participam dos Comitês Comunitários da companhia, levando inclusão e empoderamento digital às comunidades das regiões onde a Petrobras atua.

O apoio aos projetos socioambientais está alinhado com os valores da Petrobras, especialmente o compromisso com a sustentabilidade e o cuidado com as pessoas, gerando valor para a sociedade com visão de longo prazo. A assinatura dos contratos marca mais um importante passo da companhia em sua atuação socioambiental na Bacia de Campos, reforçando o papel da Petrobras como parceira do desenvolvimento regional e seu compromisso com as comunidades onde atua.

O evento foi priorizado para público externo, incluindo representantes do poder público, Comitê Consultivo de Acompanhamento (CCA), comunidade local e representantes dos projetos selecionados, demonstrando a transparência e o diálogo da companhia com as partes interessadas. Esta ação reforça o compromisso da Petrobras com a construção de um futuro mais sustentável e inclusivo, em consonância com seu propósito de energia que move o país e compromisso com a transição energética justa.

Fonte: Coord. Comunicação Petrobras/Rio

Por aqui na edição Lourdes Acosta

Jornalista Profissional / DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 24/03/2026.

Começa a conferência do clima no Brasil

O evento reúne líderes de 170 países e mais de 50 mil participantes para debater soluções contra o aquecimento global e de combate à crise climática... 

A partir de hoje (10), o mundo respira e transpira COP30 - 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Belém (PA). O evento reúne líderes de 170 países e mais de 50 mil participantes para debater soluções contra o aquecimento global e de combate à crise climática. A COP30 terá como eixos centrais o financiamento climático, a transição justa e a preservação das florestas tropicais. Espera-se que a conferência avance na criação de mecanismos para ampliar os recursos destinados a países em desenvolvimento e impulsionar economias de baixo carbono.

A língua oficial do evento é o inglês, mas, pelos corredores do Parque da Cidade, em Belém (PA), as conversas em múltiplas línguas incluem diversas siglas e temas não tão presentes no dia a dia das pessoas. Entre elas, a Mitigação - Conjunto de ações e políticas destinadas a reduzir ou limitar as emissões de gases de efeito estufa, como o uso de energias renováveis e o reflorestamento.

Nos Temas centrais estão inclusos debates sobre Financiamento Climático, Governança Global, Bioeconomia, Transição Energética Justa, Povos Indígenas (1,6 mil indígenas de nove países participam da conferência) e Conhecimento Tradicional, Cidades e Infraestrutura, IA e Tecnologia e muitos outros.

Vamos aguardar o resultado!!! O mundo espera soluções!!!

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Por aqui Lourdes Acosta.

Jornalista Profissional

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 10/11/2025.

AML participa do Encontro de Professores e Estudantes Escritores

O Encontro reuniu dezenas de participantes e destacou a participação do artista Victor Meirelles - ator, escritor, doutorando, palestrante, arte educador, jornalista e ativista cultural, que apresentou a palestra Bullying: Qual é a Graça...

Com seis associados, a Academia Macaense de Letras (AML) participou do II Encontro de Professores e Estudantes Escritores, realizado pelo Centro de Formação Professora Carolina Garcia, da secretaria Executiva de Ensino Superior de Macaé, nesta segunda-feira (20), no Auditório Claudio Ulpiano, da Cidade Universitária. O evento objetivou divulgar produções literárias de docentes e alunos da rede pública municipal e fomentar o acesso ao conhecimento por meio de obras publicadas ou inéditas. Os participantes foram credenciados e recepcionados com café coletivo.

O Encontro que reuniu dezenas de participantes destacou a participação do artista Victor Meirelles (ator, escritor, doutorando, palestrante, arte educador, jornalista e ativista cultural), que apresentou a palestra "Bullying: Qual é a Graça?", título de seu livro. Na programação constaram quatro mesas temáticas: Mesa I - Fácil ou difícil escrever, poetizar, narrar, descrever; Mesa II - Publicar os escritos… Caminhos? Como fazer? Com quem contar; Mesa III - Experiências e oportunidades para além de ser escritor e escritora; Mesa IV - Fácil ou difícil escrever, poetizar, narrar, descrever. Participaram das Mesas os escritores da AML: Gerson Dudus, Zaira Gonçalves, Gabriela de Oliveira, Rildo Loureiro, Isac Machado, e Dayana de Souza.

O evento foi aberto pelo professor, jornalista e escritor da AML, Gerson Dudus, que felicitou todos os poetas pelo seu dia (20 de outubro) e recitou um poema de sua autoria. Num segundo momento, o professor contou aos participantes sua prática com trabalhos feitos em Macaé. "É muito bom a gente poder contar nossas experiências e poder falar da diversidade que você possa ter ao fazer poesia de tudo quanto é jeito, da questão da relação entre a realidade e a poesia, da realidade política e a realidade social. Tudo isso entra na escrita da poesia. É gratificante contar as experiencias que a gente pode produzir aqui dentro da cidade", ressaltou.

A associada da Academia Macaense de Letras (formalmente eleita e empossada) e escritora Zaira Gonçalves, professora da E. M. Ignácio Hugo de Souza, contribuiu com a Mesa II, abrindo o colóquio. Ela citou os caminhos que percorreu como professora e escritora de vários livros e ensinou que é melhor editar antes de enviar para a gráfica, mostrando as dificuldades e apontando ainda, para a produção independente. "Eu mostrei aos participantes as minhas publicações e as formas que temos para publicar que não é fácil, mas existem caminhos que possibilitam isso. Hoje, faço produção mais independente, porque edito e ilustro as minhas obras e quando envio para a gráfica a impressão e publicação ficam muito mais fáceis e em conta -, revelou.

Nessa mesma Mesa, a escritora Gabriela de Oliveira, professora da Rede Municipal há 13 anos – atualmente lotada na E. M. Paulo Freire, e também servidora da Rede Estadual há 18 anos, compartilhou parte de sua trajetória de vida, retratada no livro "Histórias Memoráveis" – Como pessoas comuns transformam fraquezas em forças, além de relatar experiências marcantes em sala de aula. Premiada nacionalmente no Conedu na Escola, com um projeto desenvolvido na E. M. Paulo Freire, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), Gabriela é coautora de oito obras literárias e autora do livro infantil "A Turma do Dinos", voltado à promoção da Comunicação Não Violenta nas escolas. Na sua fala, a escritora anunciou ainda, o lançamento da obra "Histórias que Transformam", uma coletânea escrita por mulheres que decidiram transformar suas dores em força, seus desafios em aprendizado e sonhos em movimento, que será lançado nesta quinta-feira, 23, às 19h, no Hotel Dulac, em Macaé.

Da Mesa III - Experiências e oportunidades para além de ser escritor e escritora, participaram quatro professores/escritores da AML - Rildo Loureiro do C. M. Wolfango Ferreira, Isac Machado, da E. Técnica M. Natálio Salvador Antunes e Dayana de Souza e sua aluna Duda Gamboa, do CAP. O professor de literatura e escritor, Isac Machado, explicou aos participantes que não é tão difícil publicar um livro, desde que seja uma produção independente. "As coisas funcionam bem mais fáceis com a produção independente, isso porque você vai bancar o seu livro fazendo uma tiragem pequena e assim um livro acaba bancando o outro. Nessa brincadeira eu já publiquei 48 livros. Agora, quando se faz uma tiragem de uns duzentos livros, por exemplo, se corre o risco dos exemplares ficarem encalhados. Acho que esse é o caminho seguro, principalmente, para iniciantes", sugeriu.

Rildo Loureiro, professor, poeta e escritor associado da AML, falou da sua alegria em participar do Encontro. Ele destacou os trabalhos da Academia Macaense de Letras. "Como professor da Rede Pública e Privada é uma alegria estar aqui para compartilhar nossa experiência. Participo de várias antologias poéticas, das Bienais de livro do Rio de Janeiro e de São Paulo e de outras da Regiões. Contei na Mesa que faço parte da AML, que começou na década de sessenta, criada por Antônio Alvares Parada (autor do hino de Macaé) e se extinguiu nos anos 70, sendo composta por 40 homens. Agora, de uns dois anos para cá a AML está sendo resgatada por um grupo de oito mulheres e iniciado pela professora Ivania Ribeiro. A AML segue o modelo francês de 40 lugares, sendo 30 permanentes em Macaé e 10 correspondentes que podem ser de outros municípios, estados ou mesmo países. Já temos uma comissão eleitoral para formar nossa diretoria em 2026", informou.

Para a escritora Dayana de Souza (AML), participar desse II Encontro, foi gratificante. "Tive a honra de estar aqui com minha aluna do terceiro ano. Falamos da nossa experiência na disciplina da Escola de Escrita Criativa e do livro que a turma conseguiu fazer e ainda, que faremos uma publicação no KPD da Amazon. Muito bom compartilhar essas experiências aqui e saber que existe um espaço para a literatura no contexto educacional", afirmou.

Mota Coqueiro e o crime de Macabu como destaque - O professor Marcelo Abreu, da E. E. M. Polivalente Anísio Teixeira, que participou da Mesa II, abriu sua fala com a frase "A história é essencial. Conhecereis a história e ela vos libertará. Precisamos da história para sobreviver". Marcelo é professor há 33 anos na Rede Municipal de Ensino e tem pesquisado a história da cidade e região. Na mesa, ele revelou seus caminhos como escritor, revelando que seu primeiro livro contou com a ajuda institucional. Incentivou a leitura de um clássico chamado "Os Miseráveis" e do livro regional "Evocações crime célebre de Macaé", organizado por ele que relata fatos e o processo crime do assassinato da família de Francisco Benedito, ocorrido por volta de 1852. O crime, ficou conhecido como o "Crime da Fazenda do Abacaxi" ou "Crime de Macabu" e levou à condenação e execução de Manuel da Motta Coqueiro, um fazendeiro local. A história ganhou grande notoriedade na época e, posteriormente, tornou-se um marco no debate sobre erros judiciários e a pena de morte no Brasil, sendo inclusive a inspiração para o romance "Motta Coqueiro ou A Pena de Morte", de José do Patrocínio.

Lançamento - Durante o Encontro de Professores e Estudantes Escritores, houve o lançamento do livro "Fios de Ouro em Segredo", de autoria da escritora Lídia Soares Pereira, professora do Ensino Fundamental da Rede Pública de Macaé (E.M. de Córrego do ouro), mestra em educação pelo Programa de pós graduação em Processos Formativos e Desigualdades Sociais da RFRJ e Especialista em Psicopedagogia e Orientação Educacional, entre outras. O livro visa analisar narrativas de professores dos anos iniciais do ensino fundamental que atuam com alunos identificados com possíveis dificuldades de aprendizagem.

No encerramento do evento, coube ao artista, ator e escritor, Victor Meirelles, doutorando, palestrante, arte educador, jornalista, arte ativista e ativista cultural, discorrer sobre seus livros que falam do bullying. Meirelles, como descendente de pataxós e iorubás, carioca da gema, cria do Complexo de Favelas da Coreia, Senador Camará, Zona Oeste do Rio de Janeiro, sofreu na pele o bullying desde criança e resolveu se aprofundar no tema, elucidando em texto literário a verdade sobre o assunto através do seu livro "Bullying: Qual é a Graça?". O bate-papo com a plateia dirimiu as dúvidas dos estudantes que participaram.

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Lourdes Acosta.

Jornalista/Escritora

DRT/MTE 911 MA

Macaé, 21/10/2025.

Tamoios exibe a 1ª Mostra de Dança Regional

A mostra contará com apresentação de balé clássico, dança contemporânea, Jazz, danças populares, de salão, de rua e ministerial, com a participação de grupos, escolas de dança de várias cidades...

A 1ª Mostra de Dança Regional do distrito de Tamoios acontece no próximo dia 25 e terá como palco o Ginásio Poliesportivo. O evento que valoriza a dança e os talentos regionais é fruto de parceria entre o Instituto Cultural e Artístico Nacional Passos do Futuro e o Grêmio Recreativo do Samburá, através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e o apoio da prefeitura de Cabo Frio, pela Secretaria Municipal de Cultura.

A mostra contará com apresentação de balé clássico, dança contemporânea, Jazz, danças populares, de salão, de rua e ministerial, com a participação de grupos, escolas de dança de outras cidades além das de Cabo Frio que já confirmaram participação.

Em paralelo, a plateia poderá contar com a feira de sapatilhas, artesanato economia criativa e praça de alimentação. A classificação é livre e o ingresso será um quilo de alimento não perecível.

A Coordenadora Geral do Instituto Cultural e professora de dança, Danielle Vasconcellos destacou a importância do evento para a valorização dos talentos.

- A ideia da Mostra de Dança surgiu do desejo de valorizar os talentos da nossa região e fortalecer o cenário da dança em Tamoios. Eu sempre acreditei que a arte transforma vidas e percebi que seria importante criar um evento que reunisse diferentes escolas e grupos, mostrando o quanto temos artistas incríveis aqui. A Mostra nasceu desse sonho de promover integração, cultura e valorização da dança local -, ressaltou.

O Grêmio Recreativo do Samburá, que também é parceiro do evento, tem desenvolvido vários projetos sociais em Tamoios, oferendo dignidade e trabalho comunitário aos moradores do seu entorno, com aulas gratuitas de Jazz e balé para toda a comunidade além de danças populares que são realizadas no Instituto Passos do futuro. Para a administração do grêmio, a realização da Primeira Mostra de Dança Regional de Tamoios, que é uma grande celebração da cultura e do poder transformador da dança.

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Texto/Redação: Jornalista Tania Garabini

Por aqui na edição Lourdes Acosta

Jornalista Profissional / DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 14/10/2025.

Professora de Macaé é embaixadora do Rio no Conedu 2025

A embaixadora de Macaé no Conedu 2025, além de professora da rede de ensino é escritora associada na Academia Macaense de Letras (AML)...

A professora da Rede Municipal de Educação de Macaé/RJ, Gabriela Oliveira, que participou do XI Congresso Nacional de Educação – Conedu 2025, realizado entre os dias 3 e 5 de outubro, em Recife (PE), foi selecionada como embaixadora do Estado do Rio de Janeiro. O evento, reconhecido como o maior encontro pedagógico do Brasil, teve como propósito promover a troca de experiências, o diálogo sobre práticas inovadoras e o fortalecimento da educação como ferramenta de transformação social.

Foram milhares de professores, pesquisadores e estudantes de diversas regiões do país reunidos em palestras, oficinas e apresentações de trabalhos científicos e pedagógicos. Entre eles, 25 educadores foram escolhidos para representar suas regiões como embaixadores do CONEDU 2025, simbolizando a diversidade e a força da educação brasileira. Do Estado do Rio de Janeiro, as representantes são Gabriela Oliveira (Macaé) e Ana Beatriz Siqueira (Rio de Janeiro).

- Participar do CONEDU é sempre uma oportunidade de aprendizado e inspiração. Ser selecionada como embaixadora representa o reconhecimento de uma trajetória comprometida com a educação pública e com o poder que o conhecimento tem de transformar vidas -, destacou Gabriela.

Trajetória - Gabriela Oliveira é professora, palestrante e escritora, integrante da Academia Macaense de Letras (AML). Graduada em Letras (Português Francês) pela UERJ, é especialista em Língua Portuguesa, mestre e doutora em Estudos da Linguagem pela UFF, além de possuir MBA em Gestão Empreendedora com ênfase em Educação.

Em 2022, foi vencedora do Prêmio Nacional CONEDU na Escola, com o projeto “Alunos protagonistas, alunos presentes”, desenvolvido na Escola Municipal Paulo Freire, no bairro Lagomar, com turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Agora, em 2025, celebra uma nova conquista, representando Macaé/ Rio de Janeiro como embaixadora do CONEDU.

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Lourdes Acosta.

Jornalista/Escritora

DRT/MTE 911 MA

Macaé, 06/10/2025.

Despoluição da Lagoa Imboassica em banho-maria


Opinando sobre a Lagoa

Frente amplia ações de combate à descarga de resíduo enquanto Lagoa aguarda...

A novela da despoluição da Lagoa Imboassica continua em capítulos lentos. No último encontro da Frente Parlamentar para a Despoluição da Lagoa de Imboassica, da Câmara Municipal, ocorrido no dia 21 de agosto, decidiram avaliar a implantação dos “Jardins filtrantes” - pequenos lagos com pedras, areia e plantas (por onde o esgoto passa e sai tratado), no Canal do Molambo, onde há mais poluição residencial...

Agora, ampliando ações, a Frente para a Despoluição da Lagoa de Imboassica se reuniu na Câmara de Macaé, no último dia 25, com secretarias, pesquisadores, órgãos do município e do estado num Encontro Interinstitucional sobre a Lagoa e a Região Hidrográfica VIII (RH VIII). O objetivo foi planejar a integração de esforços e avançar em propostas concretas voltadas à recuperação ambiental. A RH VIII abrange as bacias dos rios Macaé e das Ostras, incluindo ainda, outros quatro municípios.

A RH VIII, que visa a recuperação ambiental inclui a Lagoa e estende-se por Carapebus, Nova Friburgo, Conceição de Macabu e Casimiro de Abreu, principalmente, no que tange à descarga de resíduos, disponibilidade de água potável e o controle de cheias.

Tudo é uma questão de competência, né não? Os governos estadual e municipal se quiserem podem e devem aplicar os recursos federais para a despoluição da Lagoa Imboassica que sofre há mais de 20 anos com o despejo de "Esgoto in natura" lançado no seu espelho d’água sem qualquer tipo de tratamento. De mãos dadas, esses governos poderiam implantar mais Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no seu entorno para despejem o esgoto já tratado. Macaé, por exemplo, com a alta receita que recebe proveniente dos royalties (e agora com o aumento da receita própria em 2025) poderia destinar recursos para essas soluções ambientais urbanas, incluindo ações de limpeza e prevenção da contaminação da Lagoa por resíduos sólidos contratando dragas para remover sedimentos acumulados e no fundo, entre outras soluções. 

A pergunta é: Quando será que teremos A Lagoa Imboassica, “cartão-postal de Macaé”, despoluída? Quais são os prazos para acabar com o despejo de esgoto in natura naquele espelho d’água? Até quando o desafio ambiental de despoluição e preservação da Lagoa Imboassica irá prosseguir, por mais 10 anos???

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Lourdes Acosta

Jornalista Profissional

DRT/MTE 911 MA.

Macaé 29/09/2025.

Macaé sedia 2ª reunião preparatória à Conferência da Criança e Adolescente

O evento discutiu propostas de atendimento à criança e ao adolescente onde o s atores do processo buscam políticas públicas infanto juvenil....