Presidenta da Academia Macaense de Letras participa de lançamento da Coletânea Samba Favela no Rio de Janeiro

Mariúcha com os promotores do evento e a escritora Conceição Evaristo

A I Feira Literária Samba Favela incluiu poetas, sambistas, diretores de harmonia e compositores... 

A presidenta da Academia Macaense de Letras, Mariúcha Corrêa, esteve presente no lançamento da Coletânea Samba Favela – Palavras Cariocas, realizado na Quadra da Estácio de Sá, no município do Rio. O evento ocorrido no último final de semana (dias 13 e 14), foi realizado pela Associação de Harmonia dos Sambistas do Rio de Janeiro, durante a I Feira Literária e incluiu poetas, sambistas, diretores de harmonia e compositores.

O lançamento do livro Samba Favela contou com o autógrafo dos autores. Fizeram parte da programação dos dois dias de feira literária, escritores palestrantes, intelectuais, comunicadores e grupos de pagode. Simultaneamente, houve oficinas de escrita criativa de contos afro e literatura infantil, cursos, rodas de conversas e debates literários, além de barracas de exposição e venda de produtos.

A premiada, Mariúcha Corrêa, está entre os 59 autores selecionados para o livro e que participaram desse encontro de vozes, memórias, sentimentos e histórias que nasceram nos becos, vielas, morros, comunidades e quadras das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A obra reúne textos que celebram a força da cultura popular, da ancestralidade negra, da resistência e da identidade de um povo que transformou desafios em arte, dor em poesia e sonhos em esperança.

- Participei do concurso literário promovido pela Associação de Harmonia dos Sambistas do Rio de Janeiro e tive meu poema selecionado, para integrar a coletânea da primeira feira literária Samba Favela. Foi uma honra representar a nossa Academia Macaense de Letras no reduto do Samba. Nós, Artistas, precisamos ocupar todos os espaços e reunir escritores na Quadra da Estácio de Sá foi um excelente exemplo da harmonia que acontece entre os fazedores de Cultura -, ressaltou.

A acadêmica macaense agradeceu a idealizadora do projeto, Jackeline Nascimento, a vereadora Leandra Lopes que apoiou a comitiva macaense com uma Van de 12 lugares e a presença da colega escritora acadêmica da AML, Autora Pacheco. “Saímos de Macaé para vivenciar esse momento único no Reduto do Samba. Foi uma surpresa encontrar a Conceição Evaristo, uma das maiores escritoras brasileiras contemporâneas para nos presentear com sua presença no lançamento da Coletânea. São iniciativas como essa que fortalecem a memória, valorizam a cultura e ampliam os diálogos entre o saber popular e a produção intelectual”, destacou.

No livro, Mariúcha, descreve com graciosidade o poema “Na gira do meu axé”. A primeira estrofe exalta o samba: “Sou corpo fechado, mandiga e poder. Sou a voz dos que vieram para não se render. No toque do samba o povo é nação. Força que firma na palma da mão. Bato cabeça, respeita meu axé. O tempo não apaga quem a gente é”.

A coletânea - Mais do que palavras, os textos carregam afetos, vivências, conquistas e a sabedoria de gerações que mantêm viva a chama da cultura popular. A obra convida o leitor a percorrer caminhos de pertencimento, reconhecimento e orgulho. Segundo os organizadores, “Samba Favela – Palavras Cariocas” é um registro histórico, cultural e afetivo. Um livro que eterniza histórias, amplia vozes e reafirma que a literatura também nasce no morro, na roda de samba, na comunidade e nos territórios onde a criatividade e a resistência caminham lado a lado.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 15/06/2026.

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