Posse de acadêmicos marca novo tempo literário em Macaé

A cerimônia de posse na Academia Macaense de Letras marca um novo momento literário

Os 40 acadêmicos de letras deverão preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais...

A posse das 40 cadeiras da Academia Macaense de Letras (AML) nesta quarta-feira (27), registra um novo tempo da cultura local. O evento, ocorrido no Solar dos Mellos, representa um marco na valorização da literatura, das artes e da produção cultural, consagrando Macaé como uma Cidade Literária. O encontro, que reuniu a nata de escritores, autores, contistas e afins, também assinalou a nova fase da trajetória da AML, que após ser reativada em 2025, nomeou sua nova diretoria.

A instituição foi fundada em 1963 por Antonio Alvarez Parada (O Tonito - autor do hino de Macaé) ao lado de importantes nomes da cena intelectual e cultural macaense da época, considerados patronos fundadores. Após 62 anos, no centenário de Tonito, foi reativada por um grupo que vislumbrou seu resgate no cenário de Macaé, tendo como grande idealizadora desse processo a professora Ivania Ribeiro, cuja dedicação, empenho e compromisso com a cultura foram fundamentais nessa revitalização.

A cerimônia de posse das cadeiras dos patronos fundadores por novos escritores foi precedida pela investidura da primeira diretoria da AML após a reativação e contou com a presença de autoridades locais como o prefeito da cidade, Welberth Rezende, a vereadora Leandra Lopes e a secretária de Cultura, Waleska Freire.

O prefeito da cidade, Welberth Rezende, parabenizou os novos membros e o trabalho de fortalecimento da literatura, anunciando projetos de fomento à leitura. “Importante demais esse momento e vamos atuar para colocar em prática um espaço no Centro Cultural destinado aos escritores locais para que possam difundir sua arte. Vamos também lançar um edital que viabilize o governo municipal fazer a compra de livros desses escritores para que sejam utilizados na rede municipal de ensino”, assegurou Rezende.

Empossada como presidente da AML, Mariúcha Corrêa, afirmou que o momento simboliza não apenas a continuidade do legado deixado por seus fundadores, mas também a abertura para novas vozes, perspectivas e gerações dentro da literatura e da cultura macaense.
- Para mim é um presente estar aqui. É uma noite memorável e muito simbólica para o nosso município, que marca um novo passo dado na literatura aqui em Macaé -, ressaltou, agradecendo o trabalho desenvolvido por Ivania Ribeiro que presidiu a comissão provisória da instituição e conduziu a cerimônia de posse da nova diretoria.

Por sua vez, a secretária de Cultura, Waleska Freire, falou sobre a importância do momento de consolidação da AML. “Para nós é motivo de muito orgulho um dos nossos pontos principais histórico e cultural, o nosso museu da cidade, ser hoje palco desta noite tão especial na vida de todos nós que acreditamos na literatura macaense. Parabéns aos escritores, à diretoria, com união seguimos juntos na construção da nossa história”, frisou.

A partir de agora, a Academia Macaense de Letras, que renasce com propósito de preservar a memória cultural da cidade, incentivar a produção literária e promover o intercâmbio entre escritores, poetas e intelectuais, conta com uma nova diretoria assim formada: Presidente - Mariúcha Corrêa; Vice Presidente - Gicélia Germano; Tesoureiro - Rildo Loureiro; Secretário Executivo - Héverton Quintes e as Conselheiras - Conceição de Maria; Maria Aparecida Lisbôa e Cidneia da Rocha. Além disso, a AML formou as seguintes comissões de trabalho: Eventos – Héverton Quintes, Cleber de Moraes e Gerson Dudus; Projetos/Editais – Ivania Ribeiro e Conceição de Maria; Mídias Sociais – Cleber de Moraes, Raíla Maciel e Lourdes Acosta; Editorial – Nathália Andraus; Identidade Visual – Thais Pessanha.

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Jornalista Lourdes Acosta

DRT/MTE 911 MA.

Macaé, 28/05/2026.

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